segunda-feira, 17 de julho de 2017

Pesquisa aponta hábitos que prejudicam o intestino



Excesso de gases, dores abdominais e prisão de ventre podem ser indicativos de que o intestino não está recebendo a devida atenção. Segundo uma pesquisa organizada pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), que contou com 3.029 participantes, 66% das mulheres admitiram sentir algum desconforto gastrointestinal. Quase metade (46%) se queixou de gases e 43% reclamam de intestino preso. O presidente da FBG, Flávio Quilici, comentou que a maioria das mulheres acha normal defecar apenas duas ou três vezes por semana, mas o especialista alerta que não é. De acordo com o site da revista Boa Forma, o intestino fora do normal afeta o dia a dia das entrevistadas: 89% confirmaram alteração de humor, 88% perdem a concentração e 79% sentem prejuízos na vida sexual. A nutricionista Ana Paula Del'Arco, coautora da pesquisa, diz que é um erro grave não dar ao intestino a atenção que ele merece "O órgão não só absorve os nutrientes como está relacionado à imunidade. Nossas defesas dependem dele!”, alerta ela. O esudo concluiu que as principais causas de alterações intestinais são hábitos ruins.
Veja quais: 
1. Comer fast-food no almoço e no jantar: Não só hambúrgueres são considerados fast-food, lasanhas e pratos industriais que são esquentados no microondas também contribuem para o mau funcionamento do intestino. Flávio Quilici alerta que maior problema desses alimentos é a carência de fibras, “São feitos praticamente só com ingredientes processados”, diz ele. As fibras são importantes, pois estimulam a contração do intestino e, por absorverem água, amolecem as fezes. Também são importantes no controle do colesterol e das taxas de açúcar no sangue.
2. Não beber água: Se caprichar nas fibras, a água não pode ser esquecida, pois isso pode agravar o problema. “Sem líquido, as fibras ressecam o intestino e até dificultam a saída das fezes”, explica a endocrinologista e clínica geral Isabela Bussade, professora de pós-gradução da PUC do Rio de Janeiro. A orientação de beber 2 litros de água por dia não deve ser menosprezada. 
3. Viver à base de proteína: A proteína é essencial para os músculos e ainda tem a capacidade de "enganar" a fome, mas se for ingerida em excesso, pode prejudicar os rins. “E ainda perturba o intestino, especialmente em quem não consegue digerir muito bem a caseína (proteína do leite – a base dessas barrinhas)”, explica a nutricionista Vivian Talarico, de São Paulo.
4. Não ingerir gordura: Por incrível que pareça, ela é indispensável para que as viraminas lipossolúveis (A, D e E, que são importantes para a saúde da pele, do cabelo e dos ossos) possam ser absorvidas. O azeite, por exemplo, é um tipo de gordura que funciona como um laxante natural e, portanto, é um aliado do intestino. Se forem escolhidas gorduras de qualidade como castanhas, abacate, óleo de coco e o próprio azeite, podem ser consumidas na quantidade de 10 a 30 gramas por dia para auxiliar o intestino.
5. Passar muito tempo sentada: Ao passar muito tempo numa cadeira, banco ou sofá, o intestino e os outros órgãos ficam comprimidos no corpo. Como nada flui, a tensão aumenta no local. É importante, portanto, se movimentar e praticar atividade física regularmente. 
6. Prender a vontade de ir ao banheiro: Essa atitude pode provocar prisão de ventre, pois quanto mais tempo as fezes ficam retidas, mais perdem água e endurecem, se tornando mais difícil de eliminá-las.

*Jacobina News

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