sexta-feira, 14 de julho de 2017

PMs presos por morte de casal em Placaford foram presos por extorsão em dezembro



Os três dos quatro policiais acusados no envolvimento do latrocínio que vitimou Renato Giffoni Habib, 58 anos, e Nélida Cristina Oliveira Habib, 55, no bairro de Placafor, em Salvador, e na tentativa de latrocínio do filho, Bruce Habib, foram presos acusados de extorsão em dezembro do ano passado, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador. Os PMs Ronaldo Pedro de Souza, Henrique Paulo Chaves Costa e Jonas Oliveira Góis Júnior, e o outro homem, Diogo de Souza Ricardo, teriam sequestrado uma mulher e a filha dele e exigido 300 mil ao marido da vítima. De acordo com o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Alves Bezerra, apenas o policial militar Marcos Vinicius de Jesus Borges Ciriaco não tinha sido preso nesta ocasião.
Em fevereiro foi pedido a prisão temporária dos acusados e, em abril, a prisão preventiva. Marcos Vinícius foi detido por causa da investigação de Placaford, segundo Bezerra. No curso da investigação foram solicitadas algumas medidas cautelares, inclusive, busca domiciliar. "Nesse contexto foi possível apreender alguns objetos, que guardam relação com o que foi retirado do interior do imóvel e está sendo determinado a análise de algumas armas de fogo que foram apreendidas na ocasião da prisão em dezembro do ano passado".
Bezerra afirmou que na prisão efetuada em dezembro, nove armas foram apreendidas com os acusados e um exame pericial foi realizado para determinar se foram utilizadas no latrocínio do casal, mas a polícia ainda aguarda o resultado. O diretor do DHPP afirmou que não acredita que os PMs tenham usado as armas da corporação no crime.
Os policias negam a autoria do crime e negam, inclusive, que se conheçam, já que trabalham em diferentes locais. Mas, segundo o diretor do DHPP, no curso da investigação foi possível determinar que além de se conhecerem, alguns deles tinham forte ligação de amizade.
Bezerra contou que o que pode ter motivado os acusados a terem procurado o imóvel do casal é porque Renato guardava dinheiro em casa. "Talvez esse tenha sido o motivo que atraiu essas pessoas que queriam a obtenção de vantagem". Os acusados teriam entrado no imóvel com o rosto descoberto e só após um tempo que colocaram a máscara.
"A suspeita inicial é de que o tiro que atingiu Nélida tenha sido disparado de forma acidental, o que acabou motivando a execução do marido", explicou o delegado do DHPP, José Bezerra. O filho das vítimas conseguiu fugir.
O tenente-coronel Reni Pereira dos Santos, da Corregedoria da PM, afirmou que dois dos quatro policiais estão detidos no centro de Custódia Provisória, no Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador. O PM Henrique Paulo está internado no Hospital Aeroporto e Jonas cumpre prisão domiciliar após passar por uma cirurgia. De acordo com Santos, além de responder pelos crimes, os PMs também vão responder ao processo Administrativo Disciplinar. 
O tenente-coronel Reni Pereira dos Santos, da Corregedoria da PM, afirmou que dois dos quatro policiais estão detidos no centro de Custódia Provisória, no Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador. O PM Henrique Paulo está internado no Hospital Aeroporto e Jonas cumpre prisão domiciliar após passar por uma cirurgia. De acordo com Santos, além de responder pelos crimes, os PMs também vão responder ao processo Administrativo Disciplinar.
                           
Já Diogo encontra-se preso no Complexo da Mata Escura. Os acusados foram indiciados por dupla tentativa de latrocínio e latrocínio tentado. Segundo bezerra, eles podem pegar de 20 a 30 anos de prisão por cada latrocínio consumado e de 6 a 10 anos de prisão pelo tentado.
Latrocínio
Quase dez meses após o assassinato do casal Renato Giffoni Habib, 58 anos, e Nélida Cristina Oliveira Habib, 55, dentro de casa, na Rua Encontro das Árvores, em Placaford, bairro de Salvador, o crime foi solucionado. De acordo com o diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Alves Bezerra, cinco pessoas são suspeitas de ter envolvimento no caso, entre elas, quatro policiais militares e um outro homem.
As informações foram divulgadas na tarde desta sexta-feira (14) pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e pela Corregedoria da Polícia Militar. Conforme o Bezerra, o crime agora é tratado como latrocínio. Os nomes dos acusados são os PMs Ronaldo Pedro de Souza, Henrique Paulo Chaves Costa, Marcos Vinicius de Jesus Borges Ciriaco, Jonas Oliveira Gois Junior e Diogo de Souza Ricardo.
                        
O crime ocorreu no dia 25 de setembro do ano passado. Por volta das 17h, homens armados chegaram à residência e renderam a família. Renato Giffoni e Nélida Cristina foram encontrados amarrados, amordaçados e com marcas de tiros na cabeça.
O filho do casal, o estudante de Engenharia Mecânica, Bruce Habib, 25, também estava na residência, mas sobreviveu após o bandido que o rendia se assustar com os tiros disparados em outro local da casa, conforme seu depoimento à polícia. Depois dos assassinatos e a fuga dos bandidos, o jovem pediu socorro aos vizinhos.
Na época, a coordenadora da 1ª Delegacia de Homicídios (DH/ Atlântico), delegada Andrea Ribeiro, chegou a declarar que o envolvimento de Bruce no crime seria investigado. Ele foi liberado após ser ouvido. Durante o sepultamento do casal, dois dias após o crime, familiares afirmaram acreditar na inocência do jovem. 
Um revólver de Renato sumiu durante o assalto e notas de dinheiro foram encontradas espalhadas pela casa.
Por Shizue Miyazono

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