sábado, 30 de setembro de 2017

Dupla morta em confronto com a Draco é a mesma que explodiu caixa da Secretaria de Saúde, diz delegado



Os dois homens que morreram após confronto com policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), na noite de quarta-feira (27), em Feira de Santana, são os mesmos que participaram da explosão do caixa eletrônico da Caixa Econômica Federal, localizado na Secretaria Municipal de Saúde, no último dia 12 de setembro. 
A afirmação é do delegado Roberto Leal, coordenador regional de polícia (1ª Coorpin). Em entrevista ao Acorda Cidade, ele informou que eles já estavam sendo investigados.
               
Segundo os policiais, a troca de tiros ocorreu na Avenida Eduardo Fróes da Mota (Anel de Contorno), próximo à Estação da Embasa, no conjunto Feira IX. Ao avistarem um veículo Prisma, PP JPY-2958, os policiais tentaram realizar uma abordagem, mas foram recebidos a tiros e revidaram. Jadison Almeida Santos, o “Nino”, 31 anos, e Robson da Silva Dias, 33, foram atingidos e socorridos para o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), mas não resistiram. 
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“Eles estavam planejando assaltar bancos. Há cerca de 30 dias estavam sendo investigados pela 1ª Coorpin e pela Draco, principalmente após o evento que ocorreu na Secretaria Municipal de Saúde, e ontem ficou comprovado que realmente era o mesmo grupo. O veículo encontrado com os delinquentes foi o mesmo utilizado na ação na secretaria. Desde este momento, no início do mês, foram montadas várias campanhas e diligências com a finalidade de acompanhar estas pessoas e ontem, com certeza, após algumas informações, a gente tinha conhecimento de que eles poderiam perpetrar algum tipo de clima em condição financeira. Foi montado o cerco entre a equipe da 1ª Coorpin e da Draco e acabaram os encontrando ali nas mediações do Feira IX, Infelizmente foi determinada a parada, mas eles reagiram e foi necessário o uso da força”, detalhou o delegado.
Com eles foram encontrados: 1 espingarda calibre 12, um fuzil M-10, dois fuzis, 13 carregadores para fuzis, 3 emulsões gel, 2 espoletas, 4 estopins, 3 coletes balísticos e munições diversas de calibre 12 e para os fuzis.
“Inclusive um fuzil pouco encontrado aqui na região que é o M10, fuzil de assalto com grande poder de fogo, e esta arma estava em poder deles além de um fuzil ak-47, munição 556762. São munições de guerra, estavam prontos para guerra. Estavam com três coletes e um material para detonar bastante coisa”.
A polícia acredita que parte do grupo seja de Feira de Santana e está investigando os demais integrantes.
“Eles fazem planejamento, inclusive têm até informações das ações das forças policiais, sabem a quantidade de efetivo policial de determinada área. A gente percebe que há uma mudança no comportamento desses planos que antigamente na modalidade conhecida por novo Cangaço, a quantidade de delinquentes é muito grande para invadir uma cidade, para detonar um caixa ou até mesmo uma agência de um banco, mas o que a gente ver hoje nesta mudança é que uma quantidade menor de pessoas estão atuando. Então a gente percebe que a quantidade de cinco, seis ou sete indivíduos praticando esse tipo de delito, quando anteriormente a média era entre quinze ou vinte”, explicou o delegado informando que a polícia de Feira de Santana está trabalhando em conjunto para coibir as ações destes grupos criminosos na cidade.
Informações do repórter Aldo Matos do Acorda Cidade

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