terça-feira, 12 de setembro de 2017

LENDA URBANA?: Um anos após ataques, “maníaco da seringa” caiu no esquecimento em Salvador


LENDA URBANA?: Um anos após ataques, "maniaco da seringa" cai no esquecimento dos baianos

Um ano após a divulgação de ocorrências de supostos ataques cometidos por um criminoso conhecido como o “maníaco da seringa”, uma dúvida paira no ar entre os soteropolitanos que acompanharam os episódios. Teriam, de fato, acontecido? Até onde se sabe, haviam relatos, dando conta de que um homem furava pessoas para injetar um líquido contaminado com vírus. A ação se deu, em agosto de 2016, em regiões diferentes de Salvador.
Na época, muito se falou sobre o assunto, mas nada foi comprovado e a falta de um desfecho para essa história ainda é um mistério na cabeça da população. Até, mesmo, a polícia não conseguiu elementos suficientes para esclarecer a história. Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil da Bahia, os casos foram registrados, mas “em alguns depoimentos os dados não batiam”.
Dessa forma, existem apenas os relatos de pessoas que dizem ter sido atacada por um homem em diferentes bairros da cidade, como Ribeira, Nazaré e até Região Metropolitana de Salvador. Pessoas suspeitas de terem cometido o crime chegaram a ser detidas, mas por falta de provas acabaram sendo soltas.
O que havia de concreto era que a situação deixava muita gente apavorada. Apesar de não circular pelos bairros onde aconteceram os casos, a operadora de telemarketing, Janiele Mota, de 22 anos, disse que não se sente segura em andar sozinha pela cidade. Ela conta que precisou adequar a rotina para não precisar ir em certos lugares desacompanhada.
“Lembro que quando começaram a circular as histórias, eu evitava fazer qualquer coisa pelo Centro, mesmo não acreditando. A gente que é mulher fica ainda mais preocupada porque não tem como comparar a força de um homem com a nossa”, disse.
Ao mesmo tempo em que o medo se instalava, a desconfiança em torno da existência de uma lenda urbana, tomava conta do imaginário de quem tinha contato com as informações. Janiele, por exemplo, ressalta que boatos como esses se repetem porque as pessoas repassam as coisas sem checar se é verdade e isso acaba dando uma dimensão, muitas vezes, desnecessária para fatos isolados ou inexistentes.
“Quando eu era menor já ouvi diversas histórias sobre pessoas que pegavam crianças para tirar órgãos, tinha também a temida kombi azul. Eu queria entender o que leva alguém inventar coisas desse tipo, já que nada tem comprovação”.
Ainda que esses casos não tenha sido confirmados, não se pode dizer que não existam pessoas capazes de agir de tal maneira. Segundo a psicóloga Jáfia Alves, possíveis atitudes como essas acontecem quando existe um desvio de caráter do individuo, fugindo das regras morais e sociais. Com isso, o agressor estaria realizando sua fantasia  sem nenhum compromisso ou responsabilidade para assumir o comportamento.
“A pessoa que comete um ato desse grau precisa receber tratamento médico, assim como as medidas de segurança cabíveis”, pontuou a psicóloga.
Jáfia revela, ainda, que quem passa por um susto assim também deve procurar um auxílio com profissionais que possam minimizar os danos mentais. “É necessário um acompanhamento para que as recordações do episódio não causem um estresse pós-traumático e não venha potencializar ou causar alterações neurofisiológicas”.
Para esses relatos que acabaram de completar um ano, até hoje, ninguém foi responsabilizado. Todavia a lei tem punições previstas para o infrator. Segundo a delegada Fernanda Porfírio de Souza, da Polícia Civil, quem for flagrado agredindo outra pessoa com seringa poderá ser indiciado por até três crimes: lesão corporal, com pena de três meses a um ano de detenção; por disseminar doença ou praga, cuja pena de reclusão pode chegar a quatro anos; e por causar perigo de contágio de moléstia grave, com pena de um a quatro anos.
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