quinta-feira, 7 de setembro de 2017

PT da Bahia fará programa nacional do partido a pedido de Lula



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chamou o secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner, para planejar e produzir os novos programas do PT que serão transmitidos em outubro. Ainda não há informações sobre o conteúdo das inserções, contudo, a opção por deixar a produção em terras baianas logo após a caravana do ex-presidente provocou a ciumeira nos petistas de São Paulo.
Wagner, pretenso candidato ao Senado pela Bahia, já integrou a fileira sucessória do próprio Lula, sendo cotado para disputar a presidência num cenário pós-Dilma Rousseff. Embora os petistas tenham razões para bancar as declarações de que não existe plano B a Lula, o fato é que o cerco está fechado e a possibilidade do ex-presidente não poder disputar a eleição é real.
Ao BNews, o presidente estadual do PT Everaldo Anunciação negou qualquer possiblidade de os programas estarem relacionados a uma possível discussão sobre plano B. “Não houve esta discussão. O debate passou pela experiência que a Bahia tem na política e na capacidade de aliar os interesses do partido nacionalmente com um programa que leva à sociedade brasileira o que está acontecendo”.
Instado a comentar o assunto, o chefe de gabinete do secretário Jaques Wagner, Eden Valadares, não soube informar se houve de fato algum contato entre Wagner e Lula neste período em que o ex-governador da Bahia está na China. No que se refere à produção do programa ter ficado a cargo de Sidônio Palmeira, da Leiaute, Valadares negou.
Everaldo e Eden Valadares estiveram na comitiva baiana que acompanhou Lula durante o último final de semana na caravana que passou por Teresina, no Piauí. Por lá, ao BNews chegou a informação de que ambos discutiram a elaboração do programa com o ex-presidente Lula e com a direção nacional do partido.
O presidente do PT da Bahia confirmou que houve conversas com a direção nacional e de que há um entendimento para os baianos ficarem responsáveis. “Avançamos nisso, mas não está fechado”. Já Eden Valadares foi mais ponderado ao comentar a participação na caravana. “Não tive encontro específico com Lula. Fui a Teresina para acompanhar a Caravana enquanto militante e como um cidadão brasileiro que tem confiança de que o período do presidente Lula foi o melhor do Brasil, com crescimento econômico, justiça social e respeito à democracia. Fui lá para prestigiar o Lula e, como outros milhares de cidadãos, reafirmar que temos segurança de que ele é capaz de novamente defender o Brasil”.
Ambos petistas se negam a analisar um cenário sem Lula presidente. Everado diz que confia na Justiça e de que está mais que provado a inexistência de provas para condenar o ex-presidente.
Já o chefe de gabinete de Jaques Wagner ressalta que “como colaborador do projeto que dá certo na Bahia nestes 11 anos, fico feliz de saber que reconhecem isso Brasil afora. Mas creio que o plano é eleger Lula presidente, Rui governador e Wagner senador em 2018”.
Os dirigentes do PT nacional permanecem dando as cartas no partido. Os baianos, por outro lado, atribuem internamente aos paulistas a maioria das decisões equivocadas do partido e buscam formas de mudar o eixo de poder.
Este ambiente intramuros vem há algum tempo azedando e as disputas podem aumentar em caso de impugnação da candidatura de Lula. Os paulistas avaliam a postulação do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como plano B. Já os baianos nunca esconderam o desejo de v
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