sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Sul da Bahia: Homem invade velório de suspeito de matar PM, atira em caixão e deixa bilhete com ameaça



Um homem invadiu o velório de um suspeito de envolvimento na morte do policial militar Tyrone Thomaz de Aquino Araújo, e atirou no caixão onde o corpo dele estava, em Ilhéus, no sul da Bahia. Segundo informações da Polícia Civil, Danilo José Silva dos Santos, mais conhecido como Gago, de 22 anos, era velado na noite de terça-feira (25), quando o integrante de um grupo rival invadiu a cerimônia, assustou familiares e ainda deixou um bilhete com uma ameaça para a família dele.
O jovem foi morto a tiros pouco tempo depois de depor sobre a morte do policial militar, na segunda-feira (24). De acordo com a polícia, ele foi surpreendido por homens armados no caminho para casa. Durante o ataque, a mulher dele também foi baleada e ficou ferida. Não há informações sobre o estado de saúde dela. Ninguém foi preso suspeito do assassinato de Danilo. O crime é investigado.
De acordo com a delegada Andreia Oliveira, que investiga o assassinato do policial militar, no bilhete deixado para a família de Danilo, o criminoso "ordenou" que o corpo do suspeito fosse retirado da igreja onde era realizada a cerimônia, no bairro Teotônio Vilela, para que "algo pior não acontecesse".
                  
Segundo a delegada, o bairro é comandado por uma quadrilha que é rival à que Danilo pertencia e os integrantes do grupo não aceitaram que o corpo dele fosse velado lá. Após o ataque, conforme a delegada, o velório foi suspenso e o caixão foi levado de volta para a funerária. O suspeito do ataque fugiu.
O tiro disparado pelo criminoso atingiu o corpo de Danilo, na altura do queixo. A polícia informou que ele foi enterrado sob escolta policial na manhã desta quarta-feira (26), no Cemitério São João Batista, em outro bairro de Ilhéus.
De acordo com a delegada Andreia Oliveira, a escolta foi feita para garantir a segurança da família de Danilo. Durante a cerimônia, nenhum novo ataque foi registrado.
CASO:
Conforme a polícia, Danilo José foi preso quando fugia de Ilhéus, para Salvador, na segunda-feira, um dia após a morte do policial. Outros dois suspeitos também foram presos no mesmo dia.
Danilo foi levado para Delegacia de Ilhéus e, após prestar depoimento, foi liberado. Conforme a polícia, o suspeito foi solto porque não houve flagrante e não foi reconhecido por testemunhas, já que os autores do crime atuaram com capuz.
Segundo a polícia, em depoimento, Danilo disse que a morte do policial foi encomendada por Adaílton Soares dos Santos, preso do Conjunto Penal de Itabuna, pelo valor de R$ 2 mil e um quilo de maconha. A motivação do crime é investigada pela polícia.
Os outros dois suspeitos de envolvimento na morte do PM continuam presos. Ambos estavam com armas e foram autuados por porte ilegal. Um deles, Fabrício Santana Caetano, de 18 anos, foi achado com uma arma igual a que foi usada para matar o policial. No entanto, a perícia ainda não confirmou que o revólver calibre 38 foi o mesmo usado no crime. A polícia suspeita, ainda, que Fabrício teria levado os assassinos até o local do crime para atirar no PM, mas ele nega.
Morte de PM
                  
O policial militar Tyrone Thomaz de Aquino Araújo, de 44 anos, morreu após ser atingido por 14 tiros dentro de uma lanchonete, na madrugada do domingo (23), em Ilhéus. Ele foi enterrado sob muita comoção no mesmo dia, no Cemitério São João Batista.
De acordo com a polícia, outro homem que também estava no estabelecimento da lanchonete foi baleado. Tyrone foi atacado pelas costas por quatro criminosos, que passaram em frente à lanchonete em um carro e atiraram na direção dele. Após a ação, os criminosos fugiram.
Segundo a PM, o policial, que era o alvo do ataque, estava de folga no momento em que ocorreu o crime. Tyrone e a outra vítima foram levados pelo Samu para o Hospital Regional de Ilhéus, mas o policial não resistiu aos ferimentos. O outro homem baleado recebeu atendimento médico e teve alta ainda no domingo.
De acordo com a PM, Tyrone Araújo era solteiro, não tinha filhos e fazia parte da instituição há 14 anos. O soldado era lotado na 68ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), em Ilhéus. Conforme a PM, a Força Tarefa da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), encarregada em apurar crimes contra policiais militares, o caso. (Fonte: G1)

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