domingo, 29 de outubro de 2017

Acusado por morte de coronel foi preso no ano passado e estava solto há apenas quatro meses


Matheus foi solto há quatro meses

Matheus do Espírito Santo Severiano, de 22 anos, identificado pela Delegacia de Homicídios (DH) como um dos autores do assassinato do coronel Luiz Gustavo Teixeira, comandante do 3º BPM (Méier), havia sido preso há menos de um ano. Em 20 de dezembro de 2016, ele foi detido em flagrante por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), numa operação no Complexo do Lins, na Zona Norte do Rio. Na ocasião, ele foi preso após um confronto entre policiais e traficantes com uma mochila com um radiotransmissor, 73 papelotes de maconha e 193 tubos plásticos com cocaína. Beneficiado por uma decisão da Justiça, ele está em liberdade há somente quatro meses.
No dia 1º de junho deste ano, a juíza Ana Helena Mota Lima Valle, da 26ª Vara Criminal, revogou a prisão preventiva de Matheus. "Considerando que não se encontram mais presentes os requisitos para a manutenção da prisão preventiva do acusado, podendo a mesma ser substituída por medida cautelar diversa da prisão, bem como que o crime foi cometido sem violência e/ou grave ameaça à vítima, tendo, inclusive, o MP opinado favoravelmente ao pleito libertário da Defesa, revogo a prisão preventiva do acusado”, escreveu a juíza na ocasião.
                 O coronel Luiz Gustavo Teixeira
                                                             O coronel Luiz Gustavo Teixeira O coronel Luiz Gustavo Teixeira.
Segundo Rivaldo Barbosa, chefe da DH, o motorista do coronel, que foi baleado na perna durante o assalto, disse, em depoimento à especializada, que feriu Matheus durante a troca de tiros. A polícia já conseguiu, na manhã desta sexta-feira, o mandado de prisão temporária do suspeito.
— Fizemos diligências hoje pela manhã no Complexo do Lins, mas ainda não conseguimos prendê-lo — disse Rivaldo Barbosa.
O delegado disse ainda que outros três envolvidos na morte do comandante já foram identificados, mas ainda não pode divulgar porque não estão confirmados.
               O carro onde estava o coronel
Já o delegado Breno Canevale, responsável pelo inquérito, descartou a possibilidade de execução.
— O coronel foi vítima de empreitada criminosa que qualquer cidadão naquele carro sofreria — disse Breno.
Jornal Extra 

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