sábado, 7 de outubro de 2017

RUI x NETO: A um ano das eleições, lideranças comentam cenário para Governo do Estado


RUI x NETO A um ano das eleições, lideranças políticas comentam cenário para Governo do Estado

A exato um ano das eleições de 7 de outubro, para presidente, governador, deputado e senador, já começaram as movimentações que delinearão o cenário político do pleito de 2018. Enquanto o confronto direto entre os candidatos não começa, disputas pela autoria de obras que vão do tamanho P ao G elevam a temperatura política e dão uma pequena mostra do que deve ser a corrida pelo Palácio de Ondina entre o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e o atual governador da Bahia, Rui Costa (PT).
O prefeito ACM Neto tem desconversado quando o tema é candidatura ao Governo do Estado. Mesmo assim, interlocutores próximos a ele apontam que há uma torcida para o democrata concorrer. É o caso do vereador e líder do Democratas na Câmara Municipal de Salvador, Alexandre Aleluia, que não esconde o desejo da base.
“Nós e o povo queremos, sim! Se o prefeito se candidatar a disputa vai ser equilibrada, porque quando os cidadãos do interior encontram com ele, costumam pedir que ele amplie o que faz por Salvador, para toda a Bahia”. De acordo com o vereador, 2018 será o período que o “povo vai cobrar pela gestão caótica no Estado”. “Enfrentamos problemas graves como desemprego e altas taxas de violência na Bahia. O governador deve focar sua campanha em explicar essas coisas”, completou.
Para a vereadora e fiel aliada de Rui Costa na CMS, Aladilce Souza (PCdoB), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e integrante de mais três comissões na Casa, Neto não tem como competir. “Rui está muito bem situado e avaliado aqui, isso deve inibir a possível candidatura de Neto ao governo do Estado. O prefeito vive de imagem, tem um marketing muito bom e isso pode confundir os eleitores durante a campanha em 2018, mas o interior não deve invejar o que ele fez aqui em Salvador”.
A parlamentar reconheceu o trabalho do prefeito na capital baiana, mas prosseguiu dizendo que “Neto só vive de fama e festa e não é disso que a Bahia precisa. O Estado precisa contar com alguém que pense em políticas públicas e sociais”.
De Estado para Estado
O líder do Partido dos Trabalhadores na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), deputado Joseildo Ramos, avalia a situação do país como determinante para 2018. “Há um ano responder isso seria bem desafiador. Mas agora as pessoas ligadas ao presidente Michel Temer vão responder por todas as ações desse governo marcado por travar verbas de políticas públicas. O prefeito ACM Neto é uma liderança forte ligada ao presidente Temer aqui, o povo não vai esquecer isso”, opinou.
Ao Aratu Online, Joseildo pontuou ainda o fato de o vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (PMDB), ter mudado de legenda para compor a base aliada, mas classificou como um erro, “porque Bruno agora está mais próximo a Geddel e o povo não vai esquecer disso em 2018”.
O discurso de Joseildo, porém, é dispensado pelo líder da oposição na Alba, deputado Leur Lomanto Jr. (PMDB), que acredita que Neto seria “uma excelente escolha para a Bahia”. “Essa já é uma candidatura da Bahia porque o povo quer o melhor para o seu estado e tem mirado no exemplo que tem sido a gestão do prefeito em Salvador”, afirma.
De acordo com o parlamentar peemedebista, apesar de toda a exposição do governador Rui Costa na mídia, o povo da Bahia mostra que quer mudar. “O povo quer Neto governador porque reconhece o excelente trabalho que ele vem fazendo na capital baiana e como essa avaliação tem repercutido bem em todo o país. As eleições de 2018 só vão comprovar isso”, aponta o legislador.
Cenário Nacional
Em 2018, os maiores partidos brasileiros — PT, PSDB e PMDB –, alvos das operações que movimentaram o país desde 2014, ainda precisam se preocupar com os principais nomes envolvidos em escândalos como corrupção e lavagem de dinheiro. As denúncias contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o impeachment de Dilma Rousseff, ambos do PT, porém, não impediram Lula de especular uma possível candidatura.
Do outro lado, os partidos do tucano Aécio Neves (PSBD) e do presidente Michel Temer (PMDB) têm alguns nomes para lançar como candidato, como o prefeito de São Paulo, João Dória e o seu padrinho político, Geraldo Alckmin.
Veja o que pode mudar nas eleições de 2018 (ainda depende de sanção do presidente Temer):
Financiamento de campanhas terá “fundão” e “vaquinhas”
Campanhas terão teto de gastos e limite de autofinanciamento
Propaganda liberada na internet, mas “censura” em publicações
Carros de som e bandeiras permitidos
Horário eleitoral menor e debates com mais candidatos
Nada de candidaturas avulsas
As mudanças que já estão garantidas:
Criação da cláusula de barreira
Fim de coligações partidárias
Aratu Online

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