segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Cirurgiã reconstitui clitóris e devolve prazer a mulheres mutiladas



A cirurgiã Marci Bowers está utilizando os seus conhecimentos médicos para devolver o prazer a mulheres mutiladas, que tiveram o seu clítoris cortado em práticas culturais existentes na África e no Oriente Médio. A ginecologista tem clínica em Burlingame, na Califórnia, nos Estados Unidos e já ajudou mais de 300 mulheres na situação, fazendo cirurgias que duram apenas 45 minutos.
Bowers foi a primeira a realizar o procedimento em solo americano, em 2009. Desde então, ela oferece o serviço de forma voluntária a quem possa ir até a Baía de São Francisco. A paciente, no entanto, deve arcar com o custo da utilização da sala de cirurgia, que custa R$2.500.
Depois de dois anos de preparação, a médica levou para o Quênia em maio a sua técnica. Lá, ela não somente operou 45 mulheres ao longo de duas semanas, contando com o apoio de equipes locais, como também treinou três cirurgiões para fazer o procedimento. De acordo com o site Só Notícia Boa, etima-se que um quinto das mulheres do Quênia sofreu mutilação genital, uma prática tradicional feita principalmente na África e no Oriente Médio.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), calcula que existem no mundo 200 milhões de meninas e mulheres mutiladas. Em alguns países como a Somália e o Egito, ao menos quatro em cada cinco mulheres passaram pelo procedimento.
Quando elas crescem e se casam, as meninas que sofreram a mutilação desconhecem o prazer sexual. Em alguns casos, durante o ato sexual elas não sentem nada, em outros casos, elas sentem apenas dor. Nos últimos 20 anos, a prática vem sendo questionada. Os números tem diminuído, mas de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), isso ainda acontece de forma muito lenta.
Mídia Bahia

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