segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Em súmula, árbitro justifica expulsão de Rodrigo por 'introduzir o dedo nas nádegas de Tréllez'



Após toda a confusão que culminou com o encerramento da partida onde o Vitória vencia a Ponte Preta por 3 a 2, no Moisés Lucarelli, em Campinas, a Confederação Brasileira de Futebol, (CBF) divulgou na tarde desta segunda-feira (27) a súmula da partida que foi escrita pelo árbitro Ricardo Marques Ribeiro.
Sobre a expulsão do zagueiro Rodrigo, da Macaca, o homem do apito explicou da seguinte forma:
               
“Outro motivo (detalhar no campo expulsões) - Expulsei com cartão vermelho direto, aos 19 minutos do primeiro tempo, o atleta n. 03, sr. rodrigo da costa, da equipe da a.a. ponte preta, após ser informado pelo quarto árbitro sr. Felipe Alan costa de oliveira, que o referido atleta havia introduzido, por duas vezes, seu dedo médio entre as nádegas de seu adversário de número 22, sr, Santiago Trellez Vivero, isto, quando a bola se encontrava fora de jogo. informo ainda que o atleta expulso resistiu em deixar o campo de jogo, só o fazendo após convencido pelos próprios companheiros de equipe”, justificou.
O Árbitro também fez um longo registro sobre a confusão que acarretou no encerramento da partida aos 38 minutos do segundo tempo. Confira as observações de Ricardo Marques sobre a confusão com a torcida da Ponte:
“Aos 38 minutos do segundo tempo, quando a bola se encontrava fora de jogo, um torcedor da A. A. Ponte Preta que se encontrava nas arquibancadas invadiu o campo de jogo, se dirigindo ao centro do gramado, sendo prontamente contido pelo policiamento. Na sequência e ainda antes do reinício da partida, ocorreu uma invasão generalizada de torcedores da A. A. Ponte Preta, que derrubaram parte do alambrado (localizado atrás do assistente n. 02) arrombando e danificando ainda um dos portões de acesso ao campo de jogo. Diante de tais fatos, ambas as equipes e comissões técnicas, temendo por sua segurança, se dirigiram rapidamente para os vestiários. Relato ainda que o policiamento presente no entorno do gramado agiu com prontidão, no sentido de conter os invasores. Já a equipe de arbitragem procurou se abrigar próximo ao túnel de acesso de seu vestiário, o que possibilitou observar os fatos aqui narrados. Informo mais, que presenciamos um confronto entre torcedores da A. A. Ponte Preta, localizados nas arquibancadas, com a polícia militar, sendo necessário o uso da força e bombas de efeito moral para restabelecimento da ordem.
Por tais razões aqui narradas, e, repito, diante da gravidade dos fatos, a partida não pode ser reiniciada, ficando inicialmente paralisada por 30 minutos. Durante tal período estabelecemos contato com o chefe do policiamento, Cap. Luciano A. F. Salaro, no sentido de avaliar as condições de segurança necessárias para o prosseguimento da partida. Esgotados os 30 minutos previstos no regulamento da competição e tendo em vista a complexidade dos fatos, tivemos de aguardar por mais 18 minutos (ainda também de acordo com o regulamento da competição), momento em que nos reunimos com o chefe do policiamento, Cap. Luciano A. F. Salaro, na presença de dirigentes de ambas as equipes, uma vez que os respectivos capitães se encontravam nos seus vestiários. O referido militar nos informou, por meio de declaração redigida de próprio punho que: "(...) em razão do tumulto generalizado, com quebra de alambrado e portão do estádio Moises Lucarelli, e também no exterior do mesmo, não foi possível garantir a segurança para o término da partida". (A referida declaração seguirá anexada aos documentos da partida).
Em virtude da absoluta falta de segurança aos presentes no estádio e cercanias, narrada a mim no próprio gramado do estádio e formalizada de próprio punho pelo responsável do policiamento acima citado; em virtude também da absoluta impossibilidade de restabelecer - pelos menos nas próximas horas seguintes aos fatos - a calma, a ordem e condição emocional apropriada dos profissionais envolvidos no jogo (jogadores e comissões técnicas) para a continuidade da partida; em virtude também da grande proporção do confronto entre torcedores da A. A. Ponte Preta e policiais militares que, segundo o Comandante do Policiamento continuava a ocorrer no lado externo do estádio, dei por suspensa a partida, comunicando e justificando a ambos os clubes sobre minha decisão, de acordo com as normas do Regulamento Geral da Competição em seu artigo 19, incisos I, V e VI. Por fim, tenho a registrar que nos foi apresentado duas declarações, sendo uma delas do Sr. Vanderlei Ap. Pereira, da A. A. Ponte Preta e outra do Sr. Agenor Gordilho Neto, do E. C. Vitória, em que ambos afirmam estar de acordo com a decisão tomada pela arbitragem. (As referidas declarações também seguirão anexadas aos documentos da partida). Registro também que até o fechamento da presente súmula eletrônica, não nos foi apresentado nenhum Boletim de Ocorrência narrando tais fatos.
Esclareço por fim que após todas as providências, a equipe de arbitragem deixou o campo de jogo em direção ao vestiário, para a elaboração do relatório da partida e demais formalidades necessárias”.
Os Galáticos Online

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