sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Mulher que matou jovem de Boquira em São Paulo continua foragida; familiares e amigos pede justiça



A Polícia Civil ainda não conseguiu localizar Zilma Rodrigues do Amaral, de 38 anos, suspeita de atirar e matar a universitária Andressa Silva Gouveia, de 22, natural de Boquira-BA. O crime aconteceu em Mongaguá, no litoral de São Paulo há aproximadamente um mês e o advogado da indiciada prometeu apresentá-la na delegacia.
Testemunhas disseram que Zilma queria, na verdade, queria ferir o marido, com quem teve uma discussão. Andressa, entretanto, que estava próximo a piscina cuidando dos filhos do casal, acabou sendo atingida. Eles estavam entre amigos em uma casa de veraneio na cidade, onde decidiram passar o fim de semana. Eles são de Diadema (SP).
"Nunca mais eu vou ter minha vida como era. Ela não matou só a minha filha. Ela tirou a minha vida. Andressa era uma menina amável, nunca teve discussão. Era muito meiga", desabafou a mãe da vítima, Ana Maria Silva. Ela e o pai da jovem estão sob cuidados médicos e tomam remédios para pressão alta e depressão.
Eles estiveram no Distrito Policial de Mongaguá para saber o andamento do caso. Foram informados pela autoridade policial que a prisão temporária solicitada após à Justiça após o crime vence em 5 de dezembro. Se Zilma não for encontrada até lá, o delegado se comprometeu a pedir prisão preventiva, sem prazo.
"Estão sendo feitas as buscas, estão indo atrás dela. Estão pedindo também para quem tem informações que entre em contato. Infelizmente, estamos aguardando", informou a advogada da família de Andressa, Sara dos Santos. A Polícia Civil pede para que denúncias sobre o paradeiro da suspeita sejam feitas pelo 181.
Há 10 dias, o advogado de Zilma entrou em contato com a delegacia e informou que ela iria se apresentar, mas até esta quarta-feira (22) ela não o fez. Ele também disse que arma utilizada no crime foi abandonada, mas não informou o local. A suspeita é que pertencesse ao marido da atiradora, que tem passagem criminal.
O caso
Andressa foi socorrida e levada para o Pronto-Socorro de Mongaguá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco tempo depois. O delegado Marcos Roberto da Silva, que registrou a ocorrência, identificou a turista Zilma Rodrigues do Amaral, de 38 anos, como a suspeita de ter atirado contra a jovem.
A mulher brigava com o marido, Alexandre Antonio dos Santos, de também 38 anos, que era o dono da arma. "Ela deu um tiro em direção ao companheiro e acertou uma moça que estava sentada em uma cadeira perto da piscina. Um dos homens que estava lá foi para cima dela e tirou a arma. Ela fugiu, foi embora."
Zilma, segundo testemunhas, saiu acompanhada do marido e dos três filhos, caminhando pela rua. “Eu ouvi todo mundo, mandei perícia no local, mas terei que apurar ainda mais. Todos eles não quiseram se envolver muito no assunto. O problema é que a arma desapareceu", explicou o delegado.
Ele afirma que o inquérito será instaurado e que espera que Zilma se apresente na delegacia. “Senão, terei que pedir prisão temporária. Ela, quando atirou em direção ao companheiro, cometeu uma tentativa de homicídio, mas acertou uma pessoa que não tinha nada a ver com isso. Ela deve responder por homicídio doloso”, afirmou. [Do G1 Santos.]

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