quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Novembro é o mês do combate e prevenção do câncer de próstata


TOQUE IMPORTANTE Novembro marca o mês no combate ao câncer de próstata; Saiba como se prevenir

O câncer de próstata é o segundo que mais atinge homens em todo o país. Dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que a doença vitimou 13 mil pessoas no ano passado. O número, assustador, poderia ser ainda pior quando se leva em consideração a estimativa era de mais de 61 mil novos casos da doença para o mesmo período no Brasil. Um misto de preconceito, machismo, ignorância e desconhecimento, ainda faz com que a prevenção seja, para alguns, algo inimaginável.
O problema central é que, por não apresentar sintomas em sua fase inicial, esse tipo de câncer acaba só sendo detectado em estágio avançado, o que acontece em 95% das vezes. Para reverter esse ciclo, é fundamental que homens, a partir dos 50 anos, ou 45 em casos de histórico familiar do problema, procurem um urologista para realizar os exames preventivos.
Ao contrário do que propaga a crença popular, o exame de toque retal não é a única maneira de se esclarecer se o paciente está ou não doente, mas os médicos são unânimes em dizer que é, sem dúvidas, a mais eficiente. Através dele, é possível saber se há alguma alteração na próstata e, a partir daí, solicitar avaliações complementares como o PSA (Antígeno Prostático Específico), o ultrassom transretal e a biópsia da glândula, que consiste na retirada de fragmentos da próstata para análise. Só então é feito o diagnóstico definitivo.
Foram esses cuidados que mudaram o destino de José Zito dos Santos, 55 anos. Em 2015, o exame do toque salvou a vida dele. “Sempre fiz. Nunca tive esse tipo de preconceito. Por conta disso, o médico conseguiu detectar o problema logo no início” explicou, em entrevista ao Aratu Online. Mesmo assim, ele conta que a notícia o abalou profundamente. “A casa caiu. É esse o sentimento quando você fica sabendo a verdade. É muito triste. Triste pra caramba”.
A decisão dele, tomada após discutir o tema com a esposa e o especialista que o acompanhava, foi pela retirada da próstata. “Meu pai morreu com esse mesmo problema, que acabou passando para os ossos, foi muito sofrimento. Acabei optando por matar o mal pela raiz”.
Espirituoso, ele diz que leva uma vida normal e nem os problemas de perda de potência que podem ser causados após o procedimento o fazem menos feliz. “Temos o Viagra aí pra resolver isso, né? Graças a Deus”, brinca.
NOVEMBRO, MÊS DE COMBATE AO CÂNCER DE PRÓSTATA
Neste mês, comemora-se o Novembro Azul, marco no combate ao câncer de próstata e de alerta para cuidados com a saúde do homem. Criado em 2012, pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, a campanha tem a ideia de ampliar a conscientização do público masculino, normalmente negligente quando o assunto é cuidar de si, de sua saúde.
No site da organização, é possível esclarecer dúvidas sobre diversos temas que envolvem o homem e o seu corpo, e o câncer de próstata, obviamente, está entre elas. Confira algumas.
SINTOMAS: a sensação de que sua bexiga não se esvaziou completamente e ainda persiste a vontade de urinar; dificuldade de iniciar a passagem da urina; dificuldade de interromper o ato de urinar; urinar em gotas ou jatos sucessivos; necessidade de fazer força para manter o jato de urina; necessidade premente de urinar imediatamente; sensação de dor na parte baixa das costas ou na pélvis (abaixo dos testículos); problemas em conseguir ou manter a ereção; sangue na urina ou no esperma (esses são casos muito raros), dor durante a passagem da urina; dor quando ejacula; dor nos testículos; dor lombar, na bacia ou nos joelhos; sangramento pela uretra.
Em seu estágio avançado, podem surgir dores ósseas, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.
FATORES DE RISCO: hereditariedade; idade (as chances aumentam após os 50 anos); alimentação (evitar uma dieta rica em gordura, principalmente de origem animal); hábitos de vida (consumo excessivo de álcool e tabaco); cor da pele (a doença atinge um número maior de homens negros); histórico familiar, obesidade.
O fato de não apresentar nenhum dos sintomas listados, ou não se enquadrar nos fatores de risco, não significa dizer que a possibilidade de detecção da doença está totalmente descartada. Seguir os conselhos médicos, manter um estilo de vida regrado e estar atento aos sinais que o seu corpo emite são fundamentais para diminuir as possibilidades. Se ligue nesses toques!

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