sábado, 4 de novembro de 2017

PCC: Justiça de RO manda soltar manicure que estava com bilhetes criminosos da facção



O juiz Gleucival Zeed Estevão, da Vara de Tóxicos de Porto Velho, determinou esta semana a soltura da manicure Mariane Bezerra Souza, 25 anos, que foi presa no início do mês de setembro por suposto envolvimento com a facção PCC paulista, que planejava uma série de atentados contra autoridades do Estado de Rondônia.
O magistrado considerou que Mariane possui requisitos favoráveis à sua soltura como emprego, residência fixa, não possui maus antecedentes e, mesmo que seja condenada, seria penalizada a um cumprimento de pena menos gravoso que o regime fechado. Essa tese, segundo o juiz, é jurisprudência do STJ.
O CASO
Em sua decisão, o juiz Gleucival citou alguns detalhes sobre o suposto envolvimento de Mariane com o PCC paulista. Ela foi presa dia 5 de setembro por agentes da Polícia Federal durante as investigações sobre possíveis ataques da facção contra agentes públicos de Rondônia.
A PF já tinha conhecimento dos planos da facção e que cinco membros do PCC já estavam em Rondônia, portanto armas de fogo de grosso calibre para serem utilizadas nos ataques e que planejavam ainda atacar o aeroporto da cidade com explosivos.
Segundo o magistrado, as tarefas para os atentados seriam delegadas aos detentos Cícero Gomes Furtado Pinheiro Teles, vulgo Queijinho, e a Jean Carlos Moura dos Santos, vulgo Brown, ambos recolhidos no Presídio Federal em PVH. As orientações seriam repassadas para Mariane, que é esposa de Cícero, e a Maria da Silva Cavalcante, esposa de Brown.
Durante uma operação de busca e apreensão na casa de Mariane e lá encontraram R$ 10.000,00 em espécie, bem como diversos bilhetes de cunho criminoso, sendo que esses bilhetes citavam toneladas de entorpecentes e armas de fogo, e diversos comprovantes das mais variadas movimentações bancárias. 
Durante as investigações, a PF recebeu informação de que Mariane estava se preparando para levar bilhetes até São Paulo, onde seria a “sede” do PCC. Os agentes foram até o aeroporto e detiveram a manicure para esclarecimentos na Polícia Federal. Durante a revista encontraram na posse de Mariane três bilhetes escondidos junto a cartões bancários em sua carteira. 
Dois desses bilhetes continham explicações de seu marido Cícero Gomes Furtado Teles, vulgo Queijinho, à “Sintonia” (nomenclatura dada ao escalão da facção). Em um deles, Cícero afirma que aquele bilhete seria seu relatório sobre algum fato que ficou mal esclarecido e solicita que os “julgadores” tivessem compreensão ao analisar seu caso, citando, inclusive, o dia 20.07.
Em outro bilhete havia mensagem de uma receita de como adulterar cocaína com a finalidade de aumentar sua proporção. Questionada, a manicure disse desconhecer a procedência das mensagens e como elas apareceram em sua carteira.
CONFIRA A DECISÃO:
Proc.: 1013745-03.2017.8.22.0501
Fonte: RONDONIAOVIVO

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