sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Família de cabo da Aeronáutica morto em ônibus não acredita em versão de PM: 'Grande teatro'


Bruno Estrella foi morto com um tiro no peito

A família do cabo Bruno Estrela de Souza, morto por um PM dentro de um ônibus, criticou a versão apresentada pelo policial que disse ter atirado após confundir a carteira que Bruno levava na mão com uma arma. O sargento do Exercito Vinicius Martins, irmão de Bruno, diz que, mesmo o PM alegando legítima defesa putativa, o policial jamais poderia ter disparado um tiro no peito de Bruno.
– Isso é um grande teatro, uma montagem para tentar diminuir um pouco a ignorância e a brutalidade com que ele agiu. Ele não teve coragem para assumir o erro e falar que realmente atirou porque errou, porque se descontrolou. E mesmo alegando legitima defesa putativa, ele jamais poderia ter dado um tio no centro do peito do meu irmão — disse o sargento. A família do cabo esclareceu que vai entrar na Justiça contra o Estado e que contratará um advogado para acompanhar o caso e para servir de assistente de acusação do MP. O corpo do cabo Bruno Estrela foi sepultado com honras militares da aeronáutica, nesta quarta-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Bruno foi baleado dentro de um ônibus da linha 323 (Bananal-Castelo), que estava parado nas proximidades da Central do Brasil, na manhã desta segunda-feira. Na ocasião, ele estava discutindo com sua namorada quando foi abordado pelo policial. 
A vítima, que estava desarmada, ficou ferida e foi levada para o Hospital Souza Aguiar, no Centro. Segundo a Secretaria municipal de Saúde, Bruno já chegou morto à unidade. Ele era cabo da Aeronáutica, trabalhava no setor de farmácia do Hospital da Força Aérea do Galeão (HFAG) e deixa um filho de 9 anos de um relacionamento anterior. O agente responsável pelo disparo é foi identificado como o soldado Helton de Souza Félix. Ele era lotado no 14º BPM (Bangu), atuava na UPP Batan e estava no Centro Presente voluntariamente. Em seu relato na Delegacia de Homicídios da Capital, Helton afirmou que o disparo foi “acidental”, pois acreditou que uma carteira que estava na mão direita de Bruno fosse uma arma. (Extra)

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