quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Kátia Vargas: Ministério Público tem até cinco dias para recorrer de decisão



Após o júri popular decidir, nesta quarta-feira (6), pela absolvição total da médica Kátia Vargas, depois de dois dias de julgamento, que ocorreu no Salão do Júri do Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, a acusação e o Ministério Público (MP), têm até cinco dias para recorrer da decisão.
A informação foi passada pelo advogado da família dos irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes, Daniel Keller, durante entrevista coletiva na noite desta quarta-feira (6).
Kátia Vargas foi acusada da morte dos irmãos, ocorrida no bairro de Ondina, em outubro de 2013, mas foi absolvida por um júri composto por cinco mulheres e dois homens. Ao todo, foram 3 votos pela condenação e 4 pela absolvição da médica.
Segundo Keller, o resultado pegou a acusação de surpresa, mas há possibilidade de recurso: “Eu acreditava na condenação, mas estamos apenas na primeira instancia. Vamos apelar ao Tribunal de Justiça para pedir a revisão dessa decisão. Isso é possível. A lei nos permite isso. A depender do caso, será possível, inclusive, anular esse júri”, esclareceu o advogado.
“Apesar da repercussão temos que lembrar que é um julgamento como qualquer outro e isso faz parte da democracia. Temos convicção da responsabilidade penal da doutora Kátia Vargas. Esse processo pode ir ainda até ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). A família vê isso como uma espécie de guerra, isso é só uma batalha”, completou.
Revolta – Após descobrir o veredito, por meio do seu advogado, a mãe das vítimas deixou a sala do Tribunal do Júri I, acompanhada de uma tia dos jovens.
As duas gritaram no local e desferiram ofensas contra Kátia e sua família: “Filha de assassina. Ela continua uma assassina. Sua mãe é uma assassina. Infeliz. Maldita. Eu vou matar você pessoalmente”, disse uma tia das vítimas, para a filha de Kátia Vargas.
Por conta do estresse causado na sala, pelos gritos dos familiares e pelo público presente, a juíza Gelzi Maria Souza pediu que o plenário fosse esvaziado.

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