sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Sobrevivente de chacina com 5 mortos em Feira de Santana aguarda cirurgia e relembra crime após 1 ano:



As lembranças da madrugada de terror que viveu com os filhos, quando o marido colocou fogo na própria casa onde vivia a família, em Feira de Santana, a 100 quilômetros de Salvador, e matou cinco pessoas, ainda povoam a cabeça da dona de casa Cristina de Jesus. Um ano após o crime, ela aguarda por uma cirurgia nas pernas que pode ajudá-la a voltar a andar e relembra como sobreviveu à pior tragédia da vida. "Minhas vidas foram embora. Não tem como esquecer nunca. Essa é uma dor que nunca vai passar", diz. O caso ocorreu em janeiro de 2017, no bairro Mangabeira. O marido dela, Gilson Moura de Jesus, que está preso, aproveitou que os familiares dormiam para colocar fogo no imóvel usando gasolina. O homem matou tres filhos, de 8, 9 e 13 anos, uma enteada de 16 anos, o bebê que ela esperava e o outro filho dela, de um ano. Após ser preso, Gilson relatou que pode ter tido um surto e que, por isso, incendiou a casa. A polícia, no entanto, acredita que o crime tenha sido premeditado. Segundo a polícia, o suspeito sempre teve muito ciúmes da mulher e o casal tinha brigas frequentes. Assim como Cristina, os vizinhos que presenciaram a tragédia não conseguem esquecer a madrugada de terror.
A agente de higienização Isabel Cristina Almeida conta que ela e os vizinhos acordaram assustados na ocasião. "Não dá para esquecer de jeito nenhum o que a gente viu. A gente presenciou tudo. A gente viu as crianças queimadas, grudadas na grade. Os vizinhos, todo mundo se juntou aqui para tentar salvar uma das crianças, mas não deu porque o fogo já tinha se alastrado na casa", destacou. Além de Cristina, outra filha do casal, de 4 anos, sobreviveu, mesmo com queimaduras graves. A casa onde o crime ocorreu permanece do mesmo jeito. O que restou foram lembranças de uma tragédia que marcou com muita dor o início do ano passado. Cristina e a filha que sobreviveu ao ataque moram atualmente em um cômodo no bairro Queimadinha. A mulher está com cicatrizes nas pernas e nos braços e diz que sonha em voltar a andar. Está na fila, à espera de uma cirurgia reparadora. "O médico me botou numa lista de sequela e pediu que eu voltasse agora em fevereiro para avaliar minhas pernas, porque da outra vez que eu fui estavam muito inchadas. Tenho esperaça de andar e sonho. Sonho todo dia eu andando normal", destaca. Outra filha de Cristina, Luciana Moura, de 16 anos, ajuda a mãe a cuidar da casa atualmente. No dia da tragédia, Luciana por pouco também não foi vítima. Ela tinha programado dormir na casa da mãe no dia do crime, mas desistiu de última hora. Fonte: G1

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