domingo, dezembro 11, 2016

Cinco testemunhas participam de reconstituição da morte de irmãos em Ondina



Quatro das cinco testemunhas do acidente que terminou com a morte dos irmãos Emanuel e Emanuelle, em outubro de 2013, já participaram da reconstituição que acontece neste domingo (11) no bairro de Ondina. A médica Kátia Vargas, acusada de provocar intencionalmente a batida, não participa da ação. A presença dela não foi exigida pelo Ministério Público.
                    (Foto: Betto Jr/CORREIO )
A primeira testemunha a participar da reconstituição foi um homem que fazia cooper no dia do acidente. Ele viu o momento da discussão entre a médica e os irmãos, viu quando a moto saiu e parou na sinaleira. Segundo ele, Kátia Vargas seguiu direto, esperou o sinal abrir e seguiu a moto. A testemunha chegou a pensar que a situação "daria merda", segundo relato do promotor Davi Gallo.
A segunda testemunha passava em uma picape vermelha em frente ao Hotel Othon quando foi ultrapassada pelo carro de Kátia Vargas. O homem viu o momento que a médica atingiu a moto. A terceira testemunha estava caminhando pelo acostamento no meio da pista quando viu o carro da médica "fechar" a moto. 
                   (Foto: Betto Jr/CORREIO )
A quarta testemunha, que está participando agora, passava em um Uno branco no sentido da Barra no momento do choque e também viu a colisão. A última testemunha a ser ouvida na reconstituição será uma mulher. 
O advogado Daniel Keller disse que inicialmente ele achava desnecessárias a reconstituição. "Agora estou achando importante porque elas (testemunhas) só reafirmam as provas que estão nos autos". 
A reconstituição do caso conta com a presença de peritos do Departamento de Polícia Técnica (DPT), policiais, fotógrafos e professores da Universidade Federal da Bahia. 
São utilizados veículos do mesmo modelo que a médica e os irmãos utilizavam. O carro e a moto contam com câmeras de precisão que vão ajudar a reconstruir a cena do crime. "Vamos fazer a localização precisa das testemunhas. A reconstituição é mais eficaz de que um depoimento em uma sala fechada", disse o professor Arthur Alves Brandão, do curso de Engenharia de Agrimensura e Cartográfica da Ufba. 
(Foto: Betto Jr/CORREIO )

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