sexta-feira, dezembro 22, 2023

Veja como bancos, comércio e restaurantes reagiram à reforma tributária

O Congresso Nacional promulgou hoje a emenda constitucional da reforma tributária após mais de 30 anos de tramitação. Veja a opinião de diferentes setores da economia sobre o texto aprovado.

Bancos
A Febraban afirma que a reforma tributária demonstra que o governo federal e o Congresso consideram a mudança de tributação uma prioridade na agenda econômica.
A entidade diz que o sistema que existia até então era um entrave para o crescimento do país. Isto porque, segundo a entidade, reduz a produtividade das empresas, impede a alocação eficiente de recursos e gera um nível de litigiosidade na sociedade sem paralelo nos demais países. "O pior cenário para a economia brasileira seria ficarmos presos na falta de consenso e na busca de uma reforma ideal, deixando o assunto se arrastar ainda mais por meses e anos a fio", afirma a Febraban

No entanto, a Febraban criticou a tributação do spread bancário. A entidade diz que o texto aprovado determina que todos os serviços financeiros prestados pelos bancos serão tributados pelo IVA."
Associação comercial
A CACB (Confederação de Associações Comerciais e Empresariais do Brasil) criticou a reforma tributária promulgada. A entidade afirma que o Brasil precisa de uma reforma que "simplifique a vida dos empreendedores, que reduza impostos e que não transfira a carga tributária entre setores".

Apesar de dizer que o texto não é o ideal, a entidade diz que a reforma traz pontos importantes. Os exemplos dados pela associação são a inclusão de parâmetros para garantir a não elevação da carga tributária global, o direito ao crédito nas aquisições realizadas de empresas e nas vendas realizadas por empresas optantes do Simples Nacional e a ampliação da redução da tributação.

Indústria
A CNI (Confederação Nacional da Indústria) comemora a aprovação da reforma tributária.

O novo sistema de tributos sobre o consumo vai eliminar distorções que reduzem a competitividade da indústria, como a cumulatividade, o acúmulo de créditos tributários, a oneração dos investimentos e das exportações e os custos para calcular e pagar os tributos. O Brasil vai crescer mais, com mais indústria. É uma excelente mudança, principalmente neste momento em que o país discute como promover a neoindustrialização da economia brasileira.
Ricardo Alban, presidente da CNI

Pequenas e médias empresas
O Sebrae comemora a promulgação da reforma. O presidente do Sebrae, Décio Lima, afirm.
F:Uol 

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