A jovem, de 18 anos, que matou a adolescente Isabele Guimarães Rosa em 2020, foi expulsa do curso de medicina da faculdade São Leopoldo Mandic, em Campinas (SP). A resolução foi tomada após uma denúncia feita ao comitê de compliance da instituição.
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A faculdade informou que tomou conhecimento do caso envolvendo a aluna e decidiu pela expulsão em razão de princípios éticos para afastar qualquer risco à reputação da instituição.
“Com base no Regimento Interno da Instituição e no Código de Ética do Estudante de Medicina, publicado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), a Faculdade São Leopoldo Mandic decidiu pelo desligamento da aluna, assegurando a ela a apresentação de recurso, em atendimento aos princípios do contraditório e ampla defesa”, destacou, em nota.
“A Faculdade tem como nortes a estabilidade de sua comunidade, a dignidade acadêmica e o respeito aos princípios éticos que regem o ensino superior, para o que se faz necessário afastar riscos à reputação e imagem da Instituição, construída ao longo dos últimos 30 anos”, completa.
A mãe da jovem se pronunciou sobre a expulsão: “Minha filha não deve nada para ninguém. Cumpriu o que foi imposto pela Justiça. Ela merece viver a vida sem esse linchamento moral”, afirmou a mãe da estudante, ao blog True Crime, do jornalista Ullisses Campbell.
O crime:
O crime aconteceu no dia 12 de julho de 2020, em um condomínio de luxo da capital mato-grossense. Isabele Ramos Guimarães, então com 14 anos, foi baleada pela adolescente de 15 anos, que praticava tiro esportivo junto com os irmãos e os pais.
A jovem chegou a ser condenada por homicídio doloso, mas após recurso da defesa, em 2022, a Justiça considerou que o crime passou a ser homicídio culposo, ou seja, quando não há intenção de matar.
Informações do Informe Baiano
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