quarta-feira, agosto 21, 2024

OPERAÇÃO UNLOCKED: Dupla é presa durante operação contra grupo que fraudava empréstimos consignados em benefícios previdenciários

Duas pessoas foram presas e quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas cidades de Ubaíra e Mutuípe, no Vale do Jiquiriçá, no sudoeste da Bahia, na manhã desta quarta-feira (21), durante uma operação contra um grupo criminoso que fraudava empréstimos consignados em benefícios previdenciários em diversas regiões do país.
Segundo a Polícia Federal, as investigações da Operação Unlocked começaram há cerca de quatro meses, após a descoberta de um grande número de desbloqueios de benefícios previdenciários para concessão de empréstimos consignados na Agência da Previdência Social de Ubaíra. Durante a investigação, foi revelado que uma estagiária da APS realizava os desbloqueios em massa dos benefícios (mais de 8 mil desbloqueios em um ano), desconsiderando as normas internas do INSS e sem anexar os documentos de identificação dos supostos requerentes.

Constatou-se que os pedidos de desbloqueio eram feitos sem o conhecimento dos titulares dos benefícios. Em vez de anexar no sistema do INSS uma cópia do documento de identificação com foto do beneficiário, a estagiária anexava a foto de um pinguim. Foi identificado que uma agente financeira de Mutuípe enviava diariamente para a estagiária uma lista com dezenas de nomes, números de benefício e CPFs para que a estagiária realizasse os desbloqueios em troca de remuneração financeira.

Posteriormente, outros membros do grupo, em várias partes do país, falsificavam a documentação do beneficiário para abrir contas bancárias e obter valores referentes aos empréstimos consignados. O nome da operação, “Unlocked”, refere-se ao ato de desbloqueio realizado pelo grupo criminoso para concretizar as fraudes.

A PF informou que as investigações prosseguem para identificar outros membros da organização criminosa responsável pelas fraudes. A quantidade de empréstimos fraudulentos e os valores desviados ainda estão sendo apurados. Os envolvidos responderão pelos crimes de estelionato, associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informações, com penas que, somadas, podem chegar a até 15 anos de prisão.
F. Alô juca 

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