O sentimento de dor e a cobrança por justiça marcaram a liberação do corpo de Manuel Polino Neto, de 72 anos, no Departamento de Polícia Técnica (DPT). O idoso morreu após passar 15 dias internado no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana, vítima de um atropelamento causado por uma motocicleta que realizava manobras perigosas conhecida por “grau”
O caso aconteceu no Bairro Dengo, Euclides da Cunha. Segundo relatos da família, o suspeito, identificado como Rafael, estaria “dando grau” (empinando a moto) no momento em que atingiu Manuel. O impacto foi tão severo que, de acordo com a neta da vítima, Evelin, o motor da motocicleta atingiu diretamente a cabeça do idoso, causando traumatismo craniano e destruição da face.
Em um depoimento comovente, ela refutou a ideia de que a morte do avô tenha sido uma fatalidade. “Um acidente é quando a pessoa não tem a intenção de matar, quando anda corretamente. A partir do momento que ele pega uma moto em uma rua onde sabe que tem crianças e pais de família e começa a dar grau, ele quis matar meu avô”, desabafou.
A revolta da família aumenta diante da informação de que o suspeito permanece em liberdade. Marilene, filha da vítima, destacou que a prática de manobras perigosas tem se tornado comum na região. “Está virando moda dar grau e assassinar as pessoas. Não queremos vingança, mas a justiça precisa dar uma resposta”, afirmou.
Manuel Polino Neto era casado há mais de 50 anos e deixou uma esposa idosa que, segundo familiares, não recebeu nenhum tipo de apoio ou condolência por parte da família do suspeito. O corpo do idoso foi liberado no final da tarde de sábado (3) para o sepultamento.
O motor atingiu a cabeça do idoso, causando traumatismo
Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa (Rádio Subaé)

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