sábado, fevereiro 07, 2026

Câncer de pênis: doença registra quase 3 mil amputações e mais de 2 mil mortes no Brasil em cinco anos


Mais de 2,9 mil homens tiveram o pênis amputado no Brasil entre 2021 e 2025 em decorrência do câncer de pênis. No mesmo período, a doença provocou a morte de mais de 2,3 mil pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde.

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Apesar de ser considerado um tumor raro, o câncer de pênis é amplamente evitável. Medidas simples como higiene íntima adequada, vacinação contra o HPV e, em alguns casos, a realização da postectomia — cirurgia para retirada do prepúcio — reduzem significativamente os riscos da doença.

De acordo com o oncologista Ariê Carneiro, do Hospital Albert Einstein, a falta de higiene é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento do câncer. “É um tumor totalmente evitável e muito ligado às condições de higiene. É fundamental ensinar desde cedo os meninos a realizarem a limpeza correta”, explica.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), homens que possuem prepúcio devem redobrar os cuidados, já que a região pode acumular resíduos de urina, favorecendo inflamações e alterações no tecido.

Como prevenir o câncer de pênis

Especialistas apontam quatro medidas principais para reduzir os riscos da doença:

Higiene diária do pênis com água e sabão, puxando o prepúcio para limpeza da glande, especialmente após relações sexuais;

Vacinação contra o HPV, disponível gratuitamente pelo SUS para públicos específicos e na rede privada para a população em geral;

Realização da postectomia quando o prepúcio dificulta a higienização adequada;

Uso de preservativo para prevenir infecções sexualmente transmissíveis, como o HPV.

Sinais de alerta

A incidência do câncer de pênis aumenta com a idade, com maior concentração entre homens de 50 a 70 anos. No entanto, especialistas alertam que a doença pode atingir pessoas de qualquer faixa etária.

Entre os principais sintomas estão feridas que não cicatrizam, verrugas ou caroços persistentes, secreção com odor forte sob o prepúcio, áreas endurecidas ou avermelhadas, sangramentos na glande e coceira persistente.

Ao perceber qualquer alteração, a orientação é procurar atendimento médico o quanto antes. O diagnóstico precoce permite, na maioria dos casos, tratamentos menos invasivos e a preservação do órgão.

“É preciso que o homem adote o hábito de ‘autoexame’. De olhar o pênis, tirar a pele para ver se tem alguma alteração e estar atento a qualquer sinal”, reforça o especialista.


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