sábado, fevereiro 21, 2026

Corpos dos Mamonas Assassinas serão exumados 30 anos após acidente para criação de memorial em Guarulhos


Os corpos dos integrantes da banda Mamonas Assassinas serão exumados 30 anos após o acidente aéreo que vitimou o grupo no auge da fama, em 1996. A exumação está marcada para a próxima segunda-feira (23/2) e faz parte de um projeto de homenagem permanente aos artistas.

Serão exumados os restos mortais de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli. Segundo familiares, os músicos serão cremados para a criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas.

O espaço será implantado no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, local onde os integrantes estão sepultados desde a tragédia.

Uma sexta vítima do acidente, o segurança Sérgio Saturnino Porto, também foi enterrado no mesmo cemitério. Até o momento, não há confirmação sobre eventual exumação de seus restos mortais.

Projeto propõe memorial ecológico

De acordo com familiares, a proposta do Jardim BioParque Memorial Mamonas é criar um espaço de homenagem que una memória e sustentabilidade. O conceito prevê que as cinzas resultantes da cremação sejam utilizadas junto a sementes de espécies nativas, permitindo o plantio de árvores no local.

Cada árvore representará um dos integrantes da banda. Além de preservar a memória do grupo, o espaço também poderá ser utilizado pela comunidade para homenagens a entes queridos, ampliando o alcance do memorial.

Familiares destacaram que a iniciativa simboliza uma nova forma de manter viva a história e o legado cultural deixado pelos artistas, que marcaram gerações com irreverência e forte presença no cenário musical brasileiro.

Relembre a tragédia de 1996

O acidente aéreo ocorreu em 2 de março de 1996, na Serra da Cantareira, em São Paulo. A morte precoce dos integrantes causou grande comoção nacional e interrompeu uma trajetória meteórica de sucesso.

Três décadas depois, o nome Mamonas Assassinas continua presente na cultura popular brasileira, com músicas que ainda são lembradas pelo público e novas gerações que descobrem o grupo por meio de produções, homenagens e conteúdos digitais.

A exumação e a criação do memorial marcam um novo capítulo na preservação da memória da banda, transformando um local de despedida em espaço de lembrança e celebração da vida e da arte.

F. VOZ DA BAHIA

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