A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que identificou uma nova linhagem da Mpox originada a partir da recombinação genética entre dois vírus que infectaram simultaneamente o mesmo paciente. A confirmação foi divulgada nesta semana após análises laboratoriais aprofundadas.
Até o momento, dois casos foram oficialmente reconhecidos: um no Reino Unido, no fim de 2025, e outro na Índia, no início de 2026. Segundo a OMS, os pacientes haviam realizado viagens internacionais antes do diagnóstico. Ambos apresentaram sintomas leves, semelhantes aos observados em outras variantes da doença, e não houve registro de transmissão para contatos próximos.
De acordo com o estudo genético, os dois casos estão associados à mesma cepa recombinante, com mais de 99% de similaridade, o que pode indicar circulação mais ampla do vírus além dos episódios já identificados.
O sequenciamento completo do genoma revelou diversos pontos de recombinação no material genético viral. Testes iniciais realizados por PCR apontaram clades distintas em cada país, evidenciando que apenas a análise genômica integral é capaz de identificar com precisão esse tipo de variante. A OMS ressalta que, até o momento, não há dados suficientes para avaliar se houve mudanças na transmissibilidade ou na gravidade clínica da nova linhagem.
A organização mantém a classificação de risco moderado para homens que fazem sexo com homens, pessoas com múltiplos parceiros e profissionais do sexo. Para a população em geral, o risco continua considerado baixo. A recomendação é intensificar a vigilância epidemiológica, agilizar a notificação de casos suspeitos, ampliar o sequenciamento genético, reforçar a vacinação de grupos vulneráveis e integrar ações com serviços de HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST).
A OMS também esclareceu que, neste momento, não há recomendação de restrições a viagens ou ao comércio internacional.
F. VOZ DA BAHIA

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