A morte de Eric Dane, aos 53 anos, reacendeu a discussão sobre a esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os movimentos e ainda não tem cura. O ator havia tornado público o diagnóstico em abril do ano passado e morreu nesta quinta-feira (19).
A ELA é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores, células responsáveis por enviar comandos do cérebro para os músculos. Com o avanço da condição, esses neurônios se desgastam ou morrem, interrompendo a comunicação com o corpo.
Na prática, isso significa perda gradual da força muscular, dificuldade de coordenação e, com o tempo, incapacidade de realizar movimentos simples, como andar, levantar objetos, falar ou engolir. Em estágios mais avançados, a doença compromete a respiração.
O nome pode parecer complicado, mas tem significado direto: “esclerose” remete a endurecimento; “lateral” refere-se à região da medula espinhal afetada; e “amiotrófica” indica a atrofia muscular decorrente da fraqueza.
Quais são os sintomas?
Os primeiros sinais costumam ser sutis: fraqueza em braços ou pernas, cãibras frequentes ou contrações musculares involuntárias. Com a progressão, podem surgir:
A evolução é lenta, mas contínua. A maioria dos pacientes vive entre três e cinco anos após o diagnóstico, embora haja exceções.
Existe cura?
Não. A ELA ainda não tem cura. O tratamento é focado em retardar a progressão dos sintomas e oferecer qualidade de vida. Isso inclui medicamentos específicos, fisioterapia, acompanhamento fonoaudiológico, terapia ocupacional e suporte respiratório quando necessário.
CORREIO

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