sábado, fevereiro 07, 2026

Pediatra é preso por suspeita de abuso sexual infantil


O médico pediatra Welton Tavares de Faria, 27 anos, foi preso pela Polícia Federal (PF) por suspeita de abuso sexual infantil, nessa quinta-feira (5). O profissional atua nas redes pública e privada de saúde em Angra dos Reis e Rio Claro, no estado do Rio de Janeiro. Os agentes cumpriram um mandado de prisão contra o médico e três mandados de busca e apreensão em endereços ligados a ele, todos em Angra. As informações são do jornal O Globo.

As diligências ocorreram na residência do investigado, em uma unidade de pronto atendimento da rede pública e em um hospital particular. Materiais considerados de interesse para a investigação foram apreendidos e serão analisados pela perícia. De acordo com informações da PF, as investigações começaram com monitoramentos para identificar atividades suspeitas relacionadas ao armazenamento e ao compartilhamento de arquivos com cenas de abuso sexual infantil na internet. A partir dessas diligências, os agentes identificaram o suspeito.

As investigações apontaram indícios de aliciamento de crianças e adolescentes para fins sexuais, com atuação predominante em Angra dos Reis e Paraty. A prisão ocorreu dentro da Operação Classificação de Risco que, segundo a PF, faz parte de um conjunto de ações realizadas em Angra dos Reis para combater o abuso sexual infantil e crimes praticados no ambiente virtual.

A Prefeitura de Angra dos Reis informou que acompanha a investigação policial envolvendo o médico e afirmou que o profissional era prestador de serviço em uma unidade pública de saúde do município. Ainda segundo a administração municipal, não foram constatadas irregularidades na unidade durante a ação, e a Secretaria de Saúde irá cobrar da empresa contratante as providências administrativas cabíveis.

O médico foi encaminhado ao sistema penitenciário do estado, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele poderá responder por armazenamento de mídias com cenas de abuso sexual infantil, estupro de vulnerável, exploração sexual infantojuvenil e associação criminosa. As investigações prosseguem para identificar possíveis vítimas e outros envolvidos.

Em nota, a defesa do médico informou que "não prestará declarações à imprensa sobre o caso no momento" e que "a inocência do acusado será devidamente comprovada nos autos, que tramitam sob sigilo, em respeito à lei e às partes envolvidas".

Segundo apuração do jornal O Globo, as investigações apontaram ainda a possível participação de um professor da rede pública, identificado como Bruno Viana, que foi conduzido para prestar esclarecimentos e liberado em seguida. A Polícia Federal informou que as apurações continuam para verificar a extensão do eventual envolvimento e esclarecer os fatos relacionados a essa nova linha investigativa. 


Correio 

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