sábado, fevereiro 07, 2026

Professora de Direito e escrivã da Polícia Civil é morta a facadas por aluno após suposto relacionamento extraconjugal


A professora de Direito Penal e escrivã da Polícia Civil, Juliana Mattos de Lima Santiago, foi morta aos 41 anos após ser atacada por um aluno dentro de uma faculdade em Porto Velho, Rondônia. Juliana cresceu em Salvador, onde estudou, construiu vínculos familiares e manteve laços de amizade antes de se mudar para a Região Norte do país.

Descrita por amigos como dedicada aos estudos e ao trabalho, Juliana viveu na capital baiana desde a infância, após deixar o Rio de Janeiro ainda pequena com os pais e o irmão. Ela cursou o Ensino Fundamental no Colégio Antônio Vieira e se formou em Direito pela Universidade Católica do Salvador (Ucsal).

Neste sábado (7), o Colégio Antônio Vieira divulgou nota lamentando a morte da ex-aluna. “Hoje nos unimos em luto pela perda de Juliana Santiago, nossa ex-aluna, que fez parte da nossa comunidade durante a infância e a adolescência”, diz o comunicado. “Sua partida nos entristece profundamente e reforça a urgência de cuidarmos da vida, das relações e do outro.”

Juliana também manteve inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) até 2016 e participou de seleções e concursos públicos no estado. Em 2007, ficou em terceiro lugar em um processo seletivo para estágio na Defensoria Pública da Bahia e foi aprovada em prova prática para consultora jurídica da Câmara Municipal de Salvador.

Posteriormente, mudou-se para Rondônia, passando inicialmente por Vilhena, no interior do estado, antes de se estabelecer em Porto Velho, onde atuava como escrivã da Polícia Civil e professora universitária na área de Direito Penal.

Mesmo residindo fora da Bahia, mantinha forte vínculo com o estado e retornava com frequência para visitar familiares e amigos.

Crime

Juliana morreu na noite desta sexta-feira (6), após ser esfaqueada por um estudante dentro de uma sala de aula do Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca), instituição privada localizada em Porto Velho.

Segundo a instituição, o suspeito do ataque é João Júnior de Oliveira, de 24 anos, aluno da própria faculdade. Ele foi preso em flagrante após ser contido por outro estudante, que é policial, quando tentava fugir.

À polícia, o suspeito confessou o crime e afirmou que mantinha um relacionamento com a professora, alegando que o ataque ocorreu porque ela estaria se distanciando. O caso é investigado pelas autoridades de Rondônia.


F; PAUTA QUENTE

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