O crime ocorreu na noite de domingo (15), no bairro da Federação, em Salvador. Momentos antes do ocorrido, a família vivia um momento descontraído. "Foram questões de minutos; meu pai me ligou e informou do ocorrido, afirmando que se entregaria à polícia", descreveu Ivan.
Ao chegar à residência, o jovem ainda encontrou a mãe com vida e realizou os primeiros socorros. De acordo com Ivan, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) teria demorado cerca de 1h30 para chegar ao local e prestar socorro.
Vanda morava no povoado do Peixe, a cerca de 5 km de Capim Grosso, e estava em Salvador para acompanhar o companheiro em uma cirurgia.
Nas redes sociais, amigos, familiares e moradores da região lamentaram profundamente o crime e cobram justiça.
Parceiros ou exes são responsáveis por 72,9% dos feminicídios na Bahia
A Rede de Observatórios da Segurança divulgou a sexta edição do boletim Elas Vivem: a urgência da vida, que reúne dados sobre violência contra mulheres em nove estados brasileiros, entre eles a Bahia.
De acordo com o levantamento, a Bahia registrou 240 casos de violência contra mulheres em 2025, número que representa uma redução de 6,6% em relação ao ano anterior. O estudo também aponta lacunas na identificação das vítimas: em 85% das ocorrências não havia informação sobre raça ou cor.
Nos casos de feminicídio registrados no estado, 72,9% dos crimes foram cometidos por parceiros ou ex-parceiros das vítimas, segundo o relatório.
O boletim analisa ocorrências registradas em nove unidades da federação monitoradas pela organização: Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e São Paulo.
No total, foram registrados 4.558 casos de violência contra mulheres nesses estados ao longo de 2025, um aumento de 9% em comparação com 2024. O estudo destaca ainda que, em média, ao menos 12 mulheres foram vítimas de violência por dia.
F. ARATU ON

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