A influenciadora Rita Ephrem, conhecida como Ritinha nas redes sociais, morreu aos 31 anos em São Paulo na última quinta-feira (26). A jovem enfrentava uma doença autoinflamatória ultrarrara, ainda não catalogada, além de um quadro de imunodeficiência que comprometia o funcionamento de seu sistema imunológico.
Nascida em Belo Horizonte e filha de pais libaneses, Rita se mudou ainda jovem para o Líbano, onde cresceu. Por lá, estudou engenharia mecatrônica e teve carreira como atleta de futsal, chegando a atuar pela seleção libanesa e a disputar competições internacionais no Oriente Médio.
Aos 25 anos, após retornar ao Brasil, passou a apresentar sintomas como febre alta recorrente, dores articulares, diarreia, vômitos e alterações na pressão e nos batimentos cardíacos. Inicialmente, médicos não conseguiram identificar a causa do problema.
O diagnóstico só veio após exames genéticos realizados em São Paulo, que apontaram uma condição autoinflamatória rara e ainda sem nome.
Além disso, Rita também tinha imunodeficiência comum variável — condição que impede o organismo de produzir anticorpos e dificulta a resposta a infecções e vacinas. O quadro a deixou dependente de cuidados médicos constantes.
A doença trouxe complicações graves ao longo dos anos.
Rita passou longos períodos internada — incluindo mais de três anos seguidos no hospital — e enfrentou ao menos sete acidentes vasculares cerebrais (AVCs), dezenas de tromboses, infecções generalizadas, além de mais de 20 intubações e cinco paradas cardíacas. Também teve episódios recorrentes de meningite, encefalite e outras inflamações sistêmicas.
F.g1

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