De acordo com o relato da vítima à polícia, o abuso teria ocorrido após ela perder a consciência ao misturar bebida alcoólica com medicação antidepressiva, utilizada no tratamento de depressão.
Na noite do ocorrido, a jovem estava em um depósito pertencente a um primo, onde ingeriu bebida alcoólica. Posteriormente, retornou para casa, onde também estava o pai. Ela afirma lembrar apenas de momentos antes de perder a consciência.
“Ele veio pra cima de mim, querendo me dar um beijo. Eu empurrei e disse que era filha dele. Falei que ia deitar porque estava passando mal”, relatou.
Segundo a vítima, o homem insistiu e chegou a oferecer mais bebida. Após esse momento, ela afirma não se lembrar de mais nada.
Nos dias seguintes, a jovem contou à mãe que suspeitava que algo pudesse ter ocorrido, embora não tivesse certeza. Durante esse período, ela permaneceu isolada em seu quarto, enquanto o pai frequentemente batia à porta, questionando se ela se lembrava de algo.
A confirmação do abuso ocorreu semanas depois, no dia 15 de março, quando a jovem estava na casa de uma tia. Segundo o relato, o pai passou a enviar mensagens e áudios com conteúdo explícito.
Nos registros, o suspeito faz declarações perturbadoras, como:
“Não consegui dormir, só pensando em você” e “você sabe que papai gosta de você”.
Em outro momento, ele chega a propor pagamento: “Quanto você quer para ficar comigo?”.
Abalada, a jovem não conseguiu ouvir todo o material. A tia, que teve acesso aos áudios, também ficou profundamente impactada.
Diante da situação, a mãe da vítima foi até Araruama e, juntas, procuraram a polícia. O caso foi registrado na 118ª Delegacia de Polícia, onde a jovem apresentou as provas, incluindo os áudios.
A vítima passou por exame de corpo de delito, e a Polícia Civil solicitou medidas protetivas, como a proibição de aproximação e contato do suspeito.
O homem foi indiciado por estupro no último dia 18, e a Justiça já determinou sua prisão. Até a última atualização, ele ainda não havia sido detido.
A jovem relatou que enfrenta sérias consequências emocionais após o ocorrido. Segundo ela, tem dificuldades para dormir e vive sob forte abalo psicológico enquanto aguarda a prisão do suspeito.
F. Bahia Net
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