Deputado federal afirma que número aparece em lista de contatos de Vorcaro, mas que não conhece banqueiro e não tem o telefone dele; lembra que apresentou requerimento para convocar envolvidos e assinou pedido de CPMI.
O deputado federal Márcio Marinho (Republicanos-BA) publicou um vídeo nas redes sociais, nesta sexta-feira (6), para negar qualquer relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, alvo de investigações que se tornaram um dos maiores escândalos financeiros recentes do país.
O parlamentar afirmou que seu nome vem sendo citado injustamente após circular a informação de que seu telefone aparece na lista de contatos de Vorcaro. Segundo Marinho, o próprio relatório da Polícia Federal indicaria que, embora seu número conste nos contatos do empresário, ele não possui o telefone do banqueiro nem o conhece pessoalmente.
Atuação no Congresso
No vídeo, Marinho destacou que sua atuação na Câmara foi justamente no sentido de investigar o caso. Ele lembrou que, no ano passado, apresentou um requerimento na Comissão de Defesa do Consumidor para convocar representantes do Banco Master, do Banco Central e do Banco de Brasília (BRB) para prestar esclarecimentos sobre a tentativa de aquisição do banco.
Deputado Márcio Marinho, explica em vídeo a sua posição
“Apresentei um requerimento para que viessem explicar aos consumidores o impacto que isso traria, mas ninguém compareceu”, afirmou.
O deputado também destacou que assinou o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar as irregularidades envolvendo a instituição financeira.
Defesa da trajetória
Márcio Marinho disse que decidiu se pronunciar para esclarecer o que classificou como uma “injustiça” envolvendo seu nome nas redes sociais. Segundo ele, sua trajetória política demonstra compromisso com a legalidade.
“Meu comprometimento é primeiro com a minha consciência e também com a população brasileira. Tenho seis mandatos e nunca respondi a absolutamente nenhum processo”, declarou.
A crise do Banco Master envolve suspeitas de fraudes bilionárias e irregularidades na gestão da instituição, que levou à liquidação extrajudicial em novembro de 2025, afetando mais de um milhão de investidores.
F. BAHIA 24 HS

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