O sábado (21/3) de Helviane Moraes Maia, de 50 anos, começou como tantos outros: nascida e criada no Bairro Sagrada Família, ela vivia em situação de rua no Bairro Horto, ambos na Região Leste de Belo Horizonte. Durante o temporal naquele dia, Helviane foi arrastada pela enxurrada e ficou presa em um ponto com grande acúmulo de lixo, onde acabou se afogando.
Segundo a filha, Paula Moraes, Helviane enfrentava desafios desde cedo. “Minha mãe vivia em uma situação muito precária. Minha avó morreu tentando tirá-la dessa vida. Éramos muito próximas na minha infância e adolescência. Ela era esquizofrênica, entrava e saía do hospital psiquiátrico. Ela ficou 15 dias internada em março. Eu estava ajudando, mas isso me deixava muito mal”, conta.
A filha relata ainda que chegou a pedir apoio ao Ministério da Saúde. Helviane fazia tratamento no Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam) Leste, onde recebeu acompanhamento constante. “Todo mundo tentou ajudar, todos tinham um carinho muito grande por ela. Ela cresceu no bairro e morava lá desde pequena. Depois que foi diagnosticada com esquizofrenia, foi internada pela família. Ela era muito tranquila, não era agressiva nem nada”, acrescenta Paula.
F. EM BRASIL

Nenhum comentário:
Postar um comentário