terça-feira, março 24, 2026

Soldado que atirou em major em Salvador alegou perseguição no trabalho, diz advogado


A soldado suspeita de atirar em uma major, na segunda-feira (23), em Salvador, relatou que enfrentava problemas no trabalho. A informação foi divulgada pelo advogado Lucas Sestelo, da Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra) (Aspra), que representa a militar. 

“Ela me partilhou que realmente estava sofrendo algum tipo de perseguição, me parece, mas não tenho como confirmar porque foi uma conversa um pouco mais superficial”, pontuou o advogado ao atender a imprensa.

A situação ocorreu pela manhã, na Vila Militar do Centro Administrativo da Bahia (CAB). 

Conforme apurado pela TV Bahia, Beatriz Ferreira Soares da Silva Andrade entrou em uma sala do Comando de Policiamento da capital e efetuou pelo menos um disparo contra a major Caroline Ferreira Souza. Na sequência, um tenente-coronel que estava próximo reagiu e atirou contra a soldado, a fim de contê-la.

Beatriz foi baleada no ombro e no tórax. Já Caroline foi atingida no rosto. Nenhuma delas corre risco de morte. 

Inicialmente, as duas foram levadas pelos próprios colegas para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS). No entanto, a oficial precisou ser transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde deve passar por uma cirurgia no maxilar. 

Quanto ao estado de saúde da soldado, não foram divulgados mais detalhes. A emissora também apurou que ela é filha de um sargento da PM, estava na corporação há cinco anos e, em dezembro, foi aprovada no Curso de Formação de Oficiais (CFO). O advogado também ponderou que somente as investigações e uma avaliação psicológica poderão indicar se Beatriz agiu em surto ou não. 

O caso é acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar, que não especificou como investiga a soldado. Em nota, a PM lamentou o ocorrido e disse que presta apoio aos familiares das agentes e aos integrantes da corporação.

F. PAUTA QUENTE

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