Três ex-presidentes democratas dos Estados Unidos participaram nesta sexta-feira (6) do funeral público de Jesse Jackson, um dos pilares da luta pelos direitos civis, que morreu aos 84 anos.
O ex-presidente Barack Obama foi recebido com entusiasmo e respondeu sorridente, antes de homenagear Jackson, que descreveu como "um homem que, quando os pobres e necessitados precisavam de um defensor, e o país precisava de cura, apresentou-se." "Ele nos convidou a acreditar em nosso poder de mudar a América para melhor."
Dois outros ex-presidentes democratas - Joe Biden e Bill Clinton - também devem discursar na cerimônia pública, assim como Kamala Harris, primeira vice-presidente negra dos Estados Unidos, e o presidente colombiano, Gustavo Petro.
"Os dons imensos do reverendo Jackson eram evidentes desde muito jovem, embora as circunstâncias conspirassem para tentar detê-lo", disse Obama. "Instintivamente, ele entendeu que o sucesso individual não significava nada, a menos que todos fossem livres."
Antes dos discursos, um coral se apresentou, enquanto os participantes fotografavam um grande painel, que continha um dos lemas do líder dos direitos civis: "Mantenha viva a esperança".
Entre os oradores previstos para a cerimônia estavam a ex-vice-presidente Kamala Harris, o governador de Illinois, J.B. Pritzker, e o prefeito de Chicago, Brandon Johnson.
Jackson, que morreu em 17 de fevereiro, foi um colaborador próximo de Martin Luther King Jr. na década de 1960 e foi uma voz destacada dos afro-americanos na cena americana durante mais de seis décadas.
Nesse período, participou de seu primeiro protesto sentado, em Greenville, e depois se juntou às marchas pelos direitos civis de Selma a Montgomery em 1965, onde chamou a atenção de King.
Pastor batista, Jackson tornou-se posteriormente mediador e enviado em várias frentes internacionais de relevância.
Foi um defensor do fim do apartheid na África do Sul e, na década de 1990, foi o enviado especial presidencial de Bill Clinton para África.
Também participou em missões para a libertação de prisioneiros americanos na Síria, Iraque e Sérvia.
Fundou a Rainbow PUSH Coalition, uma organização sem fins lucrativos com sede em Chicago que defende a justiça social e o ativismo político, em 1996.
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