A estudante de medicina Julia Vitória Sobierai Cardoso, morta pelo ex-namorado com 67 facadas no Paraguai, tinha terminado o namoro com o suspeito após descobrir uma traição, de acordo com a família. Apesar do término, Vitor Rangel Aguiar, não aceitou a decisão da jovem e continuou tentando reatar o relacionamento.
Familiares afirmam ainda que, durante o relacionamento, Julia chegou a sustentar o então companheiro, que não apresentava comportamento agressivo até então. O namoro durou cerca de quatro meses e terminou quando a estudante percebeu interações dele com outra mulher em redes sociais, o que motivou a separação.
O laudo pericial aponta a extrema violência do crime. De acordo com o documento, 60 dos ferimentos foram causados com uma tesoura de cutícula, enquanto outros sete golpes foram desferidos com uma faca. Entre eles, dois atingiram a região do pescoço.
Os objetos utilizados foram encontrados dentro do imóvel onde o crime ocorreu.O corpo da estudante foi localizado por volta das 19h, após vizinhas entrarem no apartamento situado no edifício El Galo, na avenida Capitán del Puerto, no bairro Obrero. A suspeita das autoridades é de que o assassinato tenha acontecido cerca de sete horas antes, por volta do meio-dia.
Julia havia se mudado recentemente para o Paraguai para cursar medicina, em busca de um objetivo antigo: tornar-se pediatra. "Ela era muito esforçada e estudiosa, era o sonho dela viver essa promessa, ela amava crianças! Ela sempre quis construir a família dela e um dia ser mãe", disse a amiga Sara Cazarotto ao g1.
As buscas pelo suspeito foram intensificadas após ordem do juiz Amílcar Marecos. Equipes do Ministério Público e da polícia estiveram no edifício Hala, no bairro Catedral, onde vivem familiares de Vitor, mas ele não foi localizado. Parentes informaram desconhecer o paradeiro do investigado.
Durante a ação, um celular pertencente ao irmão do suspeito foi recolhido para análise. A polícia paraguaia segue em diligências para tentar encontrar o brasileiro e reunir elementos que esclareçam completamente o crime.
As informações são do ND Mais.
CORREIO

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