O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) concedeu, na manhã desta quinta-feira (23), uma liminar solicitada pelo corredor Émerson Pinheiro, que teve a perna amputada após ter sido atropelado na Pituba, em Salvador. O motorista, Cleydson Cardoso Costa Filho e a mãe dele, a vereadora Débora Santana, devem voltar a pagar uma pensão ao maratonista.
A Justiça garantiu todos os benefícios solicitados pelo corredor, por meio da Losângela Passos. Além de um pagamento de pensão mensal provisória no valor de R$ 3 mil, Cleydson e Débora devem obedecer as seguintes determinações:
- Manutenção do pagamento integral do aluguel e dos encargos (condomínio e IPTU) do imóvel adaptado onde o autor reside atualmente, realizando os pagamentos diretamente à imobiliária, devendo comprovar a quitação mensalmente;
- Custeio de forma imediata e ininterrupta todo o tratamento de reabilitação, incluindo sessões diárias de fisioterapia motora domiciliar, consultas médicas, exames e medicamentos prescritos;
- Aquisição das duas próteses indicadas nos orçamentos juntados: uma de uso diário e uma esportiva, no prazo de 15 dias;
- Cleydson Cardoso e Débora Santana devem, em 15 dias, prestar informações sobre a situação do veículo envolvido no acidente, informando sobre valor de mercado e apresentação da apólice de seguro.
Ação
A defesa do maratonista Émerson Pinheiro, que teve a perna amputada após ser atropelado por Cleydson Cardoso Costa Filho, entrou com uma ação indenizatória contra o motorista e a mãe dele, a vereadora Débora Santana. O corredor pede o custeio de tratamentos, despesas com moradia e aquisição de prótese.
O pedido de tutela de urgência antecipada foi protocolado na 2ª Vara Cível e Comercial de Salvador. O corredor de 29 anos, que também é estudante de educação física, foi atropelado no dia 16 de agosto de 2025, na orla da Pituba, onde treinava para uma maratona na Argentina. Embriagado, o motorista invadiu a calçada, atingiu o grupo e provocou ferimentos severos em Emerson.
O carro era dirigido por Cleydson, que passou 30 dias preso. Contra ele, também pesa a acusação de ter assumido o risco de beber antes de assumir o volante. De acordo com a advogada Losangela Passos, que assumiu a defesa de Émerson Pinheiro, não houve sucesso após várias tentativas de acordo com a família de Cleydson.
Por isso, o corredor resolveu entrar com a ação com o objetivo de reparar, em parte, os prejuízos causados ao estudante que ficou com a mobilidade definitivamente prejudicada pela amputação de uma das pernas e que ainda luta para recuperar os movimentos da outra.
"Além da questão física, Emerson passou a enfrentar problemas psicológicos decorrentes das dificuldades que enfrenta para deslocamentos, sempre dependendo de ajuda", diz trecho da nota da defesa. Segundo o texto, até agora, Émerson não conseguiu total adaptação à mudança na rotina.
A reportagem tenta contato com a defesa do motorista e da vereadora. O espaço segue aberto.
CORREIO

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