quinta-feira, abril 30, 2026

Polícia de Feira convoca testemunhas de crimes antigos para desvendar assassinatos



O tempo pode ser um obstáculo para a investigação, mas não é mais motivo para o esquecimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Feira de Santana. Sob a gestão do delegado Gustavo Coutinho, a unidade deu início a uma força-tarefa para sanear um passivo de 1.200 inquéritos abertos entre 2012 e 2021 que estavam paralisados ou aguardando diligências.

Desde que assumiu a titularidade em outubro de 2023, Coutinho decidiu enfrentar o acúmulo de processos que, em gestões anteriores, acabavam preteridos em favor de crimes mais recentes e de mais fácil elucidação.

“Desde que assumi a titularidade… eu tenho dado prioridade também aos inquéritos antigos”, afirmou o delegado ao repórter Denivaldo Costa ( Rádio Subaé).

Famílias são surpreendidas após uma década de espera

Um dos pontos mais sensíveis da operação é o contato com familiares de vítimas que nunca haviam sido chamados para depor. O delegado relatou casos emocionantes de mães que perderam filhos há 10 anos e só agora, em 2026, estão tendo a oportunidade de serem ouvidas pela Polícia Civil.


O trabalho atual foca na realização de oitivas de familiares e testemunhas citadas em processos antigos.

Muitas famílias já não acreditavam mais na movimentação dos processos devido ao longo tempo de espera.

A delegacia utiliza um grupo de estagiários para auxiliar na localização e intimação dessas pessoas.




A grande mudança no fluxo de trabalho veio com a tecnologia. Atualmente, 100% dos inquéritos da DHPP estão digitalizados, após a migração para o sistema de Processo Judicial Eletrônico (PJE). Esse avanço permite que a delegacia envie à Justiça uma média de 50 a 60 inquéritos por mês.

A unidade foi dividida para garantir que os crimes atuais não fiquem desassistidos: enquanto os delegados adjuntos focam nos casos de 2021 em diante, Coutinho coordena pessoalmente o estoque histórico, que já teve os anos de 2012 a 2015 encaminhados.

Mesmo admitindo que a falta de material humano no passado comprometeu o tempo das investigações, o delegado Gustavo Coutinho faz um apelo para que a sociedade ajude a reabrir caminhos para a justiça.

“Qualquer pessoa que tenha alguma informação nova… pode e deve comparecer aqui que a gente vai pegar o inquérito e vai rever”, convocou o titular da DHPP.

A DHPP reforça que, mesmo em casos onde o suposto autor já faleceu, a investigação prossegue para confirmar a autoria e evitar que verdadeiros criminosos continuem soltos.

Famílias são surpreendidas com retomada de investigações de crimes ocorridos há 10 anos


Blog Central de Polícia, com informaçõoes de Denivaldo Costa ( Rádio Subaé)Arquivo Blog Central de Polícia


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