A sobrinha do ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, Luna Mayara Eloy Terena, de 9 anos, faleceu depois de passar mal em uma escola pública de Brasília. O incidente ocorreu na segunda-feira (13), quando a menina se sentiu mal em sala de aula e recebeu atendimento imediato da equipe escolar antes de ser encaminhada a uma unidade de saúde.
Segundo familiares e testemunhas, Luna chegou a ser liberada após o primeiro atendimento, mas voltou a apresentar sintomas graves em casa. Em novo socorro, a criança sofreu uma parada cardíaca durante o atendimento médico e não resistiu. A polícia segue investigando as circunstâncias que desencadearam o colapso, aguardando laudos oficiais para esclarecer as causas exatas do óbito.
O velório aconteceu na quarta-feira (15) na aldeia Imbirussú, em Aquidauana, Mato Grosso do Sul, reunindo parentes, lideranças e moradores locais. Logo depois, o sepultamento foi realizado no cemitério da aldeia Pegue, também em Aquidauana, em cerimônia marcada por emoção e presença de amigos e representantes de diversas comunidades indígenas.
Luna era filha de Simone Eloy Terena e Leosmar Terena, ambos líderes do povo Terena, com atuação em territórios de Aquidauana e Miranda, incluindo a região da Cachoeirinha. A notícia de sua morte gerou comoção entre as comunidades indígenas do Mato Grosso do Sul e de outras regiões do país, especialmente entre membros do povo Terena, que lamentaram a perda precoce.
Em nota oficial, o Ministério dos Povos Indígenas manifestou profundo pesar pela partida de Luna, afirmando: “Sua partida tão precoce deixa um vazio irreparável em todas e todos que conviveram com ela, e toda a comunidade da Aldeia Cachoeirinha e da Terra Indígena Taunay Ipegue em luto.” O comunicado também desejou força aos pais, Simone e Leosmar, e ao tio, ministro Eloy Terena, neste momento difícil.
A investigação policial está em andamento para esclarecer o quadro clínico que levou à parada cardíaca de Luna. A direção da escola informou que prestou todo suporte inicial e que acompanha o processo investigativo, prestando apoio emocional a alunos e professores afetados pelo ocorrido.
Além do Ministério, diversas entidades indígenas prestaram condolências nas redes sociais, entre elas o Instituto Raoni, a Secretaria Especial de Saúde Indígena e a Mídia Indígena, reforçando a solidariedade à família e enfatizando a importância de aprimorar cuidados de saúde em comunidades tradicionais.
F. JETTS.COM

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