A manhã desta segunda-feira marcou um capítulo sombrio para a região de Itambé com a identificação das duas mulheres, Danyele Jeniffer Ramos Santana, de 20 anos, e Janete Silva Oliveira, de 51 anos, morreram ainda no Ponto de Apoio Rodoviário da BA-263. Elas aguardavam na plataforma de embarque quando o veículo perdeu os freio e invadiu a área em que os passageiros aguardavam. Naturais do Distrito de Nova Brasília, situado na zona rural de Ribeirão do Largo, as vítimas aguardavam o embarque para Vitória da Conquista quando foram surpreendidas pela invasão de um ônibus da empresa Rota Transportes. O veículo desgovernado rompeu a estrutura do terminal e atingiu em cheio os passageiros que estavam no setor de espera. A principal linha de investigação aponta que a presença de óleo sobre o asfalto comprometeu a estabilidade do coletivo, culminando na colisão fatal. Conforme apurado pelo Blog do Marcelo, o cenário encontrado pelas equipes de resgate foi de devastação extrema, com uma das paredes da estação completamente destruída e diversas pessoas presas sob o chassi do ônibus.
O impacto resultou em ferimentos gravíssimos em outros usuários do terminal, incluindo casos de amputações traumáticas relatados pelas autoridades de saúde no local.
O resgate exigiu uma operação técnica e minuciosa por parte do 7º Batalhão de Bombeiros Militar, que se deslocou da Joia do Sertão Baiano para realizar o desencarceramento das vítimas presas às ferragens e aos escombros. Enquanto profissionais do SAMU e da Secretaria Municipal de Saúde trabalhavam no triagem e estabilização dos sobreviventes, o clima de consternação tomava conta da rodovia. Os feridos foram distribuídos entre o Hospital São Sebastião, em Itambé, e o Hospital Geral de Vitória da Conquista para intervenções de emergência.
Durante toda a manhã, a área do desastre permaneceu sob isolamento rigoroso da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal para facilitar o trabalho pericial. Agentes do Departamento de Polícia Técnica de Itapetinga efetuaram o levantamento cadavérico e a remoção dos corpos para o Instituto Médico Legal. A tragédia interrompeu não apenas o fluxo na rodovia, mas o destino de famílias que dependiam do transporte intermunicipal e agora buscam respostas sobre as condições de segurança da via.
Blog do Marcelo

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