A diarista detida na Avenida Paulista, em São Paulo, após cobrar diárias não pagas pelos seus serviços é baiana e teria ido morar na capital paulista com as duas filhas em busca de uma vida melhor. Informações que circulam nas redes sociais dão conta de que ela alugou uma casa na região de Interlagos e trabalha fazendo serviços de limpeza em um prédio.
Vídeos gravados por testemunhas e que também circularam na internet mostram o momento em que policiais militares detém a diarista Jussara Bonfim Silva, a algemam e a colocam no compartimento traseiro da viatura. A todo tempo a mulher grita pela filha menor, que presenciou toda a cena. A situação foi classificada por pessoas que presenciaram a ação como excessiva.
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), a Polícia Militar de São Paulo foi acionada por volta das 16h após uma denúncia de dano ao patrimônio e ameaça dentro do escritório. Segundo a versão apresentada pelos policiais, Jussara esteve no local para tratar da rescisão de um contrato de trabalho e acabou se envolvendo em uma discussão com funcionárias após discordar dos valores apresentados.
Ainda segundo as informaçõesdo BO, a diarista teria chutado uma porta de vidro, que foi danificada, e feito ameaças. Uma outra funcionária da empresa teria alegado à polícia que foi intimidada e ter ouvido que a mulher “daria uma facada no bucho”. Entretanto, essa mesma funcionária informou que não pretende formalizar queixa.
Jussara, por sua vez, admitiu o desentendimento e confirmou que chutou a porta, mas negou ter feito ameaças.
Uma postagem feita pela página @negromia afirma que a baiana está "bem na medida do possível", "com dores e traumas", em casa.
"Ela veio da Bahia, tem 2 meninas pequenas e assim que veio já alugou uma casa aqui na região de Interlagos. Trabalha em prédio em contração (sic) de limpeza e foi querer o dinheiro dela. Muito triste isso. Foi presa, saiu no outro dia e está toda dolorida. Muito triste tudo isso".
Reprodução/Redes Sociais
Reprodução/Redes Sociais
O deputado estadual de São Paulo e ex-senador, Eduardo Suplicy, classificou o episódio como inaceitável.
"Inaceitável o que aconteceu na tarde de ontem. Policiais agrediram violentamente uma mulher que trabalha como diarista, limpando um escritório em um prédio da Paulista, e que foi cobrar pelo serviço acompanhada da filha. Os donos do escritório agiram de má-fé e não quiseram pagá-la, então chamaram a polícia, que, ao invés de defender a verdadeira vítima, a arrastou prédio abaixo e a prendeu com muita violência, ignorando seus apelos e o choro de sua filha, como mostra a filmagem", disse ele em suas redes sociais.
F.B.NEWS

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