Moradores de um condomínio residencial no bairro São Cristóvão, em Lajeado, no Vale do Taquari, viveram um fim de tarde de intensa agitação neste domingo (24/5). Um casal foi flagrado mantendo relações sexuais na sacada de um apartamento, visível para diversos prédios vizinhos e para quem passava na rua. O caso gerou indignação coletiva, gritaria entre as janelas e acabou se tornando uma ocorrência policial.
O incidente começou ainda sob a luz do dia na Avenida Senador Alberto Pasqualini. Ao perceberem a cena explícita na sacada, moradores das redondezas se sentiram incomodados e iniciaram um protesto verbal generalizado, gritando em direção ao apartamento para que os dois interrompessem o ato.
Testemunhas registraram a confusão em vídeo. Longe de demonstrar constrangimento com o flagrante ou com a bronca coletiva, a mulher reagiu de forma exaltada e passou a confrontar os vizinhos diretamente da sacada. “Então não olha, então não olha. Eu tô na minha casa. Olha quem quiser. Eu faço o que eu quiser”, disparou a moradora nas gravações.
Provocações e Acionamento da Brigada Militar
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Brigada Militar, que foi acionada para conter os ânimos por volta das 18h23, a discussão ganhou contornos de deboche. Vizinhos relataram aos policiais que a mulher continuou provocando o condomínio, chamando os reclamantes de “invejosos” e gritando para que eles entrassem em suas casas e “fizessem igual”.
Quando as equipes policiais chegaram ao endereço para intervir, o casal adotou uma postura mais reservada. Ao serem questionados sobre a conduta exposta na área externa, os dois afirmaram à polícia que só se manifestariam perante o juiz, sustentando a tese de que estavam resguardados por estarem dentro da própria residência.
Apesar da justificativa de propriedade privada apresentada pelos moradores, a Brigada Militar confeccionou um boletim sob a tipificação de ato obsceno (artigo 233 do Código Penal Brasileiro, que prevê punição para atos de cunho sexual praticados em lugar público ou expostos ao público). O caso foi encerrado como registro simples e deve ser encaminhado ao Juizado Especial Criminal (Jecrim).
F.portaldotupiniquim

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