terça-feira, maio 19, 2026

Criança de 8 anos era amarrada com cinto e abusada pelo pai, revela polícia


Um homem investigado por agredir a própria filha, de apenas 8 anos, é um dos principais alvos da Operação Marco Zero, realizada nesta terça-feira (18) pela Polícia Civil de Mato Grosso.

Segundo as investigações, a criança teria sido submetida a atos de extrema violência dentro de casa, incluindo o uso de um cinto para imobilizar suas mãos.

Os detalhes do caso foram apresentados pelo delegado da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica), Ramiro Mathias Ribeiro Queiroz, durante entrevista coletiva. De acordo com a polícia, o crime causou forte comoção pela gravidade das agressões praticadas contra a menina.

“Ele era pai da menina e além dos maus-tratos, ele batia nela e nos irmãos, ele a estuprava. Com oito anos ele começou os estupros, amarrando a mão dela com uma cinta e cometia o cirme”, contou o delegado em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (18).

A operação foi deflagrada para cumprir medidas contra investigados envolvidos em crimes graves, e o caso da criança é tratado pelas autoridades como uma das situações mais chocantes apuradas pela investigação.

Delegado lamenta violência contra a criança

De acordo com o delegado responsável pelo caso, o suspeito foi preso investigado por estupro de vulnerável contra a própria filha, uma criança de apenas 8 anos. Durante a coletiva de imprensa, a autoridade policial demonstrou indignação ao comentar a brutalidade do crime e o impacto psicológico causado à vítima.

O delegado ressaltou que é difícil compreender como alguém que deveria oferecer proteção e segurança pode cometer atos tão cruéis contra a própria filha.

“Causa até tristeza falar disso porque, não entra na nossa cabeça uma atitude, uma conduta dessa, de um pai que tem que proteger, que tem que dar toda a segurança para essa criança se tornar um adulto capaz, sem nenhum tipo de trauma. Imagino o que se passa na cabeça dessa menina”, lamenta.

A Polícia Civil informou que a Operação Marco Zero foi realizada para combater crimes graves e cumprir mandados de prisão contra investigados. Ao todo, foram expedidas 18 ordens judiciais, sendo a maioria em Cuiabá e Várzea Grande, além de ações em Pernambuco e Mato Grosso do Sul. Parte dos mandados já havia sido cumprida ainda durante a manhã da operação.

Durante a coletiva, o delegado também fez um alerta à população sobre a dificuldade em identificar abusadores, destacando que, muitas vezes, eles aparentam ter uma vida comum.

“Todos nós aqui temos a cara do agressor. Para a sociedade, ele [estuprador] é um trabalhador. Esse crime é cometido entre quatro paredes. É um crime que quase ninguém testemunha”, revela.

A autoridade reforçou ainda a importância de familiares, professores e pessoas próximas observarem mudanças de comportamento em crianças e adolescentes, já que sinais emocionais podem indicar situações de violência e abuso dentro do ambiente familiar.

Batizada de “Marco Zero”, a operação marca um novo capítulo no trabalho da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica).

A ação é considerada histórica por ser a primeira grande ofensiva da unidade com um número expressivo de prisões preventivas de investigados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes, resultado de apurações conduzidas integralmente pela própria delegacia especializada.

A Polícia Civil destacou que o combate à violência sexual infantojuvenil segue como uma das principais prioridades das forças de segurança. Além das prisões, a instituição reforçou a necessidade da participação da sociedade por meio de denúncias e do fortalecimento da rede de proteção às vítimas.

As autoridades também ressaltaram que a atuação conjunta entre polícia, órgãos de assistência, escolas e familiares é fundamental para identificar sinais de abuso e garantir apoio às crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade.

F.Bacci Notícias

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