Ana Clara Oliveira, jovem que teve as mãos decepadas pelo ex-companheiro durante um ataque brutal com uma foice, revelou qual é sua maior motivação para continuar enfrentando o processo de recuperação. O caso aconteceu em Quixeramobim, no Ceará.
Em entrevista concedida à rádio POVO CBN, a estudante contou que deseja recuperar os movimentos das mãos para voltar a se comunicar com a mãe, que é deficiente auditiva.
“Só de saber que daqui um tempo eu vou voltar a ter os movimentos que eu tinha, vou voltar a falar com a minha mãe, já é uma força muito grande”, afirmou Ana Clara.
Comunicação com a mãe foi interrompida
Atualmente, Ana Clara ainda enfrenta limitações por causa do estado delicado das mãos após o procedimento cirúrgico, o que impede a comunicação em Libras com a mãe.
A jovem iniciou recentemente as sessões de fisioterapia, etapa considerada fundamental para a recuperação dos movimentos.
Cirurgia durou cerca de 12 horas
Ana Clara passou por uma complexa cirurgia de reimplante das mãos no Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza.
O procedimento durou aproximadamente 12 horas e contou com a atuação de uma equipe formada por 15 profissionais de saúde.
A equipe avalia a necessidade de futuros transplantes de pele em áreas atingidas por possíveis focos de necrose. Apesar disso, familiares afirmam que existe expectativa de que a cirurgia realizada nesta segunda tenha sido a última.
“Ele até brincou com ela: ‘você está dando muito trabalho, viu?’”, contou o padrasto da jovem, o agricultor José Airton Firmino. Ainda não há previsão de alta hospitalar.
Relembre o caso
Ana Clara de Oliveira foi atacada na madrugada do dia 1º de maio pelo então cunhado, Evangelista Rocha dos Santos, após uma discussão com o namorado, Ronivaldo Rocha dos Santos. Segundo as investigações, Ronivaldo e Ana Clara discutiram após ingerirem bebida alcoólica. A motivação teria sido supostas transferências bancárias feitas pela jovem da conta dele para a dela.
Câmeras de segurança flagraram o momento em que os irmãos retornam à casa da vítima. Nas imagens, Evangelista aparece pulando o muro da residência com uma foice enquanto Ronivaldo permanece do lado de fora. Durante o ataque, Ronivaldo teria gritado: “Pode matar ela”.
Em depoimento à polícia, Evangelista confessou o crime e afirmou que “só parou porque achou que ela tinha morrido”. Os dois estão presos e foram transferidos recentemente para um presídio em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza.
F.Bacci Notícias:



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