Um caso brutal de violência infantil chocou moradores de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Uma menina de apenas 2 anos morreu após dar entrada em uma unidade de saúde com diversos sinais de espancamento. Segundo a Polícia Civil, a criança teria sido arrastada pela casa após as agressões, e o imóvel ainda teria sido lavado para tentar esconder vestígios do crime.
De acordo com o delegado Jonatas Soares Barbosa, da Central Geral de Flagrantes, a perícia encontrou marcas de sangue em diferentes cômodos da residência e sinais no chão que indicariam o possível arrastamento do corpo da menina.
Perícia encontrou sangue em outro quarto
Segundo as investigações, a mulher que acompanhava a criança afirmou inicialmente que um espelho teria caído sobre a vítima. No entanto, os peritos não encontraram vestígios de sangue no quarto onde estaria o objeto.
Após o uso de luminol, substância utilizada para identificar sangue ocultado, a polícia encontrou manchas em outro cômodo da casa.
“O quarto havia sido limpo, mas a perícia conseguiu localizar marcas de sangue e sinais de possível arrastamento”, informou o delegado.
Ainda segundo a investigação, havia gotas de sangue espalhadas pelo ambiente analisado pelos peritos.
Criança tinha lesões antigas e recentes
A menina apresentava hematomas, cortes na cabeça e marcas de agressões em diversas partes do corpo. Conforme a polícia, além das lesões recentes, a criança também possuía sinais antigos de violência.
O delegado afirmou que a vítima foi “muito agredida” no dia da morte e que o corpo da criança estava completamente machucado. Informações preliminares da necropsia apontam que as agressões nas costas podem ter provocado a morte da menina.
Babá segue presa; pai foi liberado
A mulher que levou a criança para atendimento médico segue presa. Segundo a polícia, ela inicialmente se apresentou como tia da menina, mas depois afirmou ser babá.
Já o pai da criança foi liberado após prestar depoimento. Testemunhas relataram que ele estaria trabalhando e dormindo na casa do patrão no momento das agressões. A polícia, porém, continua investigando se houve episódios anteriores de violência.
As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH).
F. PORTAL DO PINOQUIM

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