Segundo a mulher, que não quis ter o nome divulgado, os sons altos e frequentes ocorrem principalmente entre a meia-noite e as 4h da manhã, impedindo o sono dela e de sua família. “Não é uma ou outra vez. É quase todas as noites. Começa com gemidos, risadas e barulhos de cama que atravessam a parede. Já pedi diversas vezes para abaixarem o volume, mas nada mudou”, relatou ao registrar a ocorrência.
VEJA O VÍDEO:
A moradora entregou à Polícia Civil um arquivo de áudio de aproximadamente 12 minutos, gravado com o celular próximo à parede do quarto. No material, é possível ouvir claramente gemidos femininos intensos, além de outros ruídos característicos de atividade sexual. Testemunhas do condomínio confirmam que o problema já foi tema de reclamações no grupo de WhatsApp do prédio.
Limites da privacidade
Advogados consultados destacam que o caso envolve um equilíbrio delicado entre o direito ao sossego e a privacidade alheia. “Perturbação do sossego é infração administrativa e, em casos repetidos, pode configurar crime ambiental sonoro ou contravenção penal. No entanto, gravar sons do interior de outro apartamento levanta questões sobre invasão de privacidade”, explica o advogado civilista Marcos Vinícius Almeida.
A vizinha acusada ainda não se manifestou publicamente. Fontes próximas ao prédio afirmam que ela teria reagido com irritação às reclamações anteriores, alegando que “está dentro da própria casa” e que “não pode controlar o volume do prazer”.
O síndico do condomínio informou que o assunto será discutido na próxima assembleia de moradores. “Já orientamos as partes a buscarem diálogo. Medidas como isolamento acústico nas paredes podem ser uma solução técnica”, disse.
Repercussão nas redes
Trechos do áudio vazaram em grupos locais de Facebook e WhatsApp, gerando memes e comentários divididos. Enquanto alguns internautas apoiam a moradora que gravou (“Todo mundo tem direito de dormir”), outros criticam a gravação (“Virou polícia do orgasmo agora?”). O caso reacende um debate recorrente em grandes centros urbanos: até onde vai o direito de fazer barulho dentro de casa?
A Polícia Civil informou que a ocorrência foi registrada como perturbação do sossego e será investigada. Até o momento, nenhuma das partes foi intimada formalmente.
O episódio na Asa Norte serve de lembrete para condomínios de alto padrão da capital: mesmo em apartamentos com paredes grossas, nem sempre o prazer alheio passa despercebido.
F. Globo Mud
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