segunda-feira, junho 15, 2026

ACIDENTE DE HELICÓPTERO: Oliver Tree deixou fortuna para financiar artistas e excluiu família da herança


Menos de dois meses antes de morrer em uma colisão entre helicópteros no Rio de Janeiro, o cantor norte-americano Oliver Tree revelou que já havia definido o destino de toda a sua fortuna. Em entrevista ao podcast Zach Sang Show, concedida em 24 de abril, o artista afirmou que seu testamento estava concluído e que nenhum integrante da família herdaria seu patrimônio.

Segundo o músico de 32 anos, os recursos acumulados ao longo da carreira deveriam ser revertidos para o incentivo à produção artística. “Eu não pego crédito por nada que eu já fiz. Eu acredito que nenhuma parte da riqueza ou das coisas que são feitas para mim são minhas”, declarou durante a conversa.

Oliver explicou que pretendia garantir suporte financeiro aos futuros filhos apenas até a conclusão da faculdade. Depois disso, todo o patrimônio, incluindo os rendimentos gerados por suas músicas, seria destinado a uma fundação criada por ele. Batizada de “Bolsas de Arte para Gênios Bebês do Doutor Oliver Tree”, a iniciativa teria como objetivo financiar novos talentos da indústria criativa.

Na mesma entrevista, o cantor também comentou sobre o reconhecimento de seu trabalho e afirmou acreditar que sua obra seria mais valorizada após sua morte.

“Quando eu morrer, as pessoas vão finalmente valorizar meus vídeos e músicas estúpidos. Falando historicamente, o valor dos artistas cresce depois que eles morrem”, disse.

Após a confirmação de sua morte, o interesse do público pelo artista aumentou nas redes sociais. Em menos de 24 horas, o perfil oficial de Oliver Tree no Instagram ganhou mais de 1 milhão de novos seguidores.

O cantor também revelou que a fundação responsável por administrar os recursos seria gerida por um comitê formado por colaboradores musicais e parceiros próximos.

Oliver Tree estava em uma das aeronaves envolvidas na colisão registrada na manhã de domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio. O acidente deixou seis mortos, entre eles os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac, o produtor musical brasileiro Lucas Brito Chaves, conhecido como Lucas Frota, o cineasta Lucas Vignale e o criador de conteúdo argentino Gaspar Prim, o Gaspi.

Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro do Rio. O caso é investigado pela Polícia Civil, pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

F.IB

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