De acordo com as investigações, o caso veio à tona após uma funcionária da unidade escolar relatar que o menino aparecia frequentemente com diversos ferimentos pelo corpo. Entre as lesões observadas estavam hematomas na cabeça e na orelha, arranhões, cortes em diferentes regiões do corpo e outros sinais de violência.
Além das marcas físicas, a criança também apresentava sinais de vulnerabilidade, como fome excessiva, sonolência constante, apatia, falta de interesse pelas atividades escolares e frequentes reclamações de dores no estômago.
Segundo a Polícia Civil, quando era questionado sobre os ferimentos, o menino demonstrava medo e evitava responder.
Ferimento no nariz levantou suspeitas
Recentemente, a mãe da criança informou à escola que um ferimento no nariz do menino teria sido provocado por uma queda. No entanto, diante do histórico de lesões e das suspeitas de maus-tratos, policiais da 26ª Delegacia de Polícia foram até a escola para apurar a situação.
No momento da ação, a mãe e o padrasto estavam no local para buscar a criança. Os três foram encaminhados à delegacia para prestar esclarecimentos.
Durante o depoimento, a criança foi questionada sobre o machucado no nariz e afirmou que o ferimento havia sido causado pelo padrasto naquele mesmo dia.
Ainda segundo a polícia, o menino relatou que era agredido com frequência pelo suspeito.
Exame confirmou agressões
Após o relato da vítima, a criança foi submetida a exame de corpo de delito. O laudo constatou não apenas lesões recentes, mas também vestígios de agressões anteriores, reforçando as suspeitas de violência contínua.
Diante das evidências reunidas pelos investigadores, o padrasto foi preso em flagrante pelos crimes de tortura e lesão corporal, com base na Lei Henry Borel, que prevê medidas mais rígidas para casos de violência contra crianças e adolescentes.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
F. Portal Tupiniquim
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