O sargento da Polícia Militar de Sergipe, Gilmar da Silva Santos, foi preso em flagrante por suspeita de tentar matar um policial militar da Bahia durante uma confusão registrada em Aracaju, na noite de segunda-feira (29/06). Os dois estavam em um evento quando ocorreu uma confusão. A vítima é Ayslan de Oliveira Santos.
Conforme apuração do Informe Baiano, a Justiça de Sergipe converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Gilmar em decisão que foi proferida nesta terça-feira (30/06), durante audiência de custódia conduzida pela juíza Jumara Porto Pinheiro, que rejeitou os pedidos da defesa para relaxamento da prisão ou reconhecimento de legítima defesa.
Segundo a magistrada, os elementos reunidos no inquérito apontam materialidade do crime e fortes indícios de autoria. A decisão destaca que testemunhas afirmaram que Gilmar efetuou disparos contra a vítima quando ela já estava desarmada e sem oferecer resistência, versão que diverge da apresentada pela defesa, que sustenta que o tiro teria ocorrido de forma acidental durante uma tentativa de desarmamento.
A juíza também considerou a gravidade concreta do caso para decretar a prisão preventiva. Conforme a decisão, o fato de o investigado ser policial militar e utilizar arma de fogo durante uma discussão motivada por uma dívida envolvendo um equipamento de som demonstra elevada reprovabilidade da conduta.
Outro ponto destacado foi o risco à ordem pública. A magistrada citou depoimentos que relatam ameaças feitas durante a confusão, indicando a possibilidade de retaliações caso os envolvidos fossem colocados em liberdade.
Na decisão, a Justiça também determinou o envio de cópia integral do processo às Corregedorias da Polícia Militar de Sergipe (PMSE) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA), para apuração da conduta dos agentes envolvidos e eventual instauração de procedimentos disciplinares.
Além disso, foi determinado que Gilmar seja encaminhado para uma unidade prisional com condições de oferecer acompanhamento psiquiátrico ambulatorial, conforme recomendações técnicas constantes nos autos.
O policial responderá por tentativa de homicídio e permanecerá preso preventivamente enquanto prosseguem as investigações e o processo criminal.
F. Ib
Nenhum comentário:
Postar um comentário