segunda-feira, junho 15, 2026

MORTE EM SALTO: Presos não conseguem explicar como jovem caiu sem corda de segurança


Os três homens presos após o acidente que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jumping em Limeira, no interior de São Paulo, não conseguiram explicar à polícia como a jovem foi lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa ao equipamento de segurança.

A informação foi divulgada pela delegada plantonista Andréa Dantas, responsável pelo registro da ocorrência. Segundo ela, os dois homens encarregados de preparar a vítima para o salto afirmaram não se lembrar em que momento ocorreu a falha que resultou na morte da jovem.

“Eles não conseguem se recordar qual foi a falha ali, quem teria que ter colocado a corda, se não houve a fiscalização. Não conseguem se recordar”, afirmou a delegada ao portal G1.

De acordo com a investigação, a corda que deveria estar presa à vítima permaneceu enrolada no chão da plataforma de salto. Imagens registradas no local mostram o equipamento sem utilização no momento do acidente.

Um terceiro homem também foi preso. Embora não fosse responsável direto pela execução do salto, a polícia entendeu que ele poderia ter identificado a falha de segurança antes da queda.

“A corda é muito visível, a corda é grossa, inclusive ela está no chão, então daria para ter visto que não estava colocada”, declarou a delegada.

Os suspeitos afirmaram à polícia que possuem experiência na atividade e disseram não compreender como o acidente aconteceu. Segundo Andréa Dantas, eles ficaram abalados com a tragédia e relataram que nunca haviam enfrentado situação semelhante.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é conduzida por funcionários até a estrutura montada na região conhecida como Ponte do Esqueleto. Após o salto, pessoas que acompanhavam a atividade percebem a ausência da corda e começam a gritar em desespero.

“A corda”, alerta uma pessoa. Em seguida, outra reforça: “Gente, a corda”.

Os homens que aparecem nas imagens utilizavam camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até o momento, as empresas não se pronunciaram sobre o caso.

Os três suspeitos foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, quando se entende que a pessoa assume o risco de provocar a morte, mesmo sem intenção direta. Para a Polícia Civil, a falta de checagem dos equipamentos de segurança foi determinante para o desfecho fatal.

A defesa dos investigados argumenta que o rope jumping não possui regulamentação específica no país, embora a prática também não seja proibida. Segundo o advogado Rafael Gomes dos Santos, atividades semelhantes já teriam sido realizadas anteriormente no local sem qualquer intervenção do poder público.

Ainda conforme a defesa, o evento reunia cerca de 100 participantes e os envolvidos atuavam há anos na atividade sem registros de acidentes.

F.IB

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