Familiares de Bento Costa Petillo Bezze, de 12 anos, estiveram no Instituto Médico-Legal (IML), no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira (1º), para providenciar a liberação do corpo da criança. O garoto morreu após ser atingido por uma bala perdida enquanto brincava em uma quadra esportiva de um condomínio na Pavuna, Zona Norte da capital fluminense.
Abalado, o tio da vítima, Daniel de Castro, descreveu o sobrinho como uma criança carinhosa e cheia de vida. Segundo ele, o pai do menino estava emocionalmente devastado e não conseguiu falar com a imprensa.
“Criança boa, criança amorosa. O sentimento é de vazio. É muito forte. Nenhum ser humano merece morrer assim, quanto mais uma criança de 12 anos cheia de saúde, cheia de vida”, afirmou.
O disparo atingiu Bento no peito enquanto ele brincava na quadra de um condomínio localizado na Rua Capitão Gouveia. O menino estava acompanhado do irmão, de 13 anos, que presenciou o momento em que ele foi baleado.
“Ele faleceu nos braços do irmão. Ele estava do lado do irmão quando foi atingido. Foi um tiro no peito. Chegaram a socorrer, mas ele já chegou sem vida à unidade de saúde”, relatou o tio.
Bento morava com a mãe e dois irmãos, de 13 e 18 anos. De acordo com familiares, ele gostava de jogar futebol e passar o tempo na piscina do condomínio.
Segundo moradores da região, havia uma festa na comunidade da Quitanda, no Complexo da Pedreira, próximo ao local onde a criança foi atingida. Durante a comemoração, diversos tiros teriam sido disparados.
A Rua Capitão Gouveia fica a menos de dois quilômetros da comunidade. A principal linha de investigação é que um dos disparos efetuados durante a festa tenha atingido o menino.
A Polícia Militar informou que foi acionada para a ocorrência, mas a criança já havia sido socorrida quando as equipes chegaram ao local. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que busca identificar a origem do disparo e os responsáveis pela morte do garoto.
F.IB

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